
A recente decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos de anular a maior parte das tarifas impostas pelo governo anterior resultou em um cenário de otimismo no mercado financeiro global. Como consequência, a bolsa de valores brasileira atingiu o patamar de 190 mil pontos pela primeira vez na história.
Desempenho da Bolsa e do Dólar
Na última sexta-feira, o índice Ibovespa da B3 encerrou em 190.534 pontos, representando um crescimento de 1,06%. As ações de setores como mineração e bancos, que têm grande influência no índice, foram as que mais contribuíram para essa valorização.
No decorrer da semana, que foi afetada pelo feriado de carnaval, a bolsa acumulou uma alta de 2,18% e, nos primeiros meses de 2026, apresenta um impressionante crescimento de 18,25%.
O mercado de câmbio também se beneficiou dessa decisão, com o dólar comercial fechando a R$ 5,176, uma queda de R$ 0,051, correspondente a 0,98%. Após uma leve estabilidade inicial, a moeda americana começou a desvalorizar, atingindo esse patamar perto do final do dia.
Este valor é o mais baixo registrado desde 28 de maio de 2024, quando a cotação estava em R$ 5,15. Ao longo da semana, o dólar apresentou uma queda de 1,03% e, desde o início de 2026, a desvalorização acumulada é de 5,69%.
Além disso, o euro também registrou uma significativa redução, fechando a R$ 6,09, o menor valor desde fevereiro do ano passado.
A desvalorização do dólar ocorreu em um contexto global, impulsionada pela decisão da Suprema Corte, que beneficiou moedas de países emergentes. Mesmo com o anúncio do ex-presidente Trump sobre a intenção de estabelecer uma tarifa global de 10% sobre produtos importados pelos EUA por um período de 120 dias, o mercado manteve sua trajetória de alta.
