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Daniel Vorcaro não comparecerá à CPMI do INSS, confirma advogado

© Banco Master

O proprietário do Banco Master, Daniel Vorcaro, não comparecerá à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga as fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A confirmação foi feita à Agência Brasil por Roberto Podval, um de seus advogados.

Decisão do STF permite ausência de Vorcaro

A decisão de não participar da comissão é respaldada por um despacho do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que declarou na última quinta-feira (19) que Vorcaro não é obrigado a prestar depoimento. Além da CPMI do INSS, o banqueiro também tinha uma audiência agendada na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) no dia seguinte, onde sua presença também não é compulsória.

Mudanças na pauta da CPMI

O presidente da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), confirmou através de sua assessoria que a presença de Vorcaro foi cancelada, resultando em alterações na pauta da reunião.

Devolução de dados à CPMI

Em uma decisão adicional, o ministro André Mendonça determinou que os dados relacionados à quebra de sigilo telemático, bancário e telefônico de Daniel Vorcaro sejam devolvidos à CPMI do INSS. A comissão está investigando possíveis ligações entre o banco e irregularidades em empréstimos consignados e descontos indevidos em aposentadorias.

Compartilhamento de informações com a Polícia Federal

A decisão do ministro também incluiu a ordem para que os dados sejam encaminhados à Polícia Federal, que investiga as fraudes no Banco Master, com a obrigação de compartilhar as informações com a CPMI.

Reação do presidente da CPMI

O presidente da CPMI expressou satisfação com a decisão, considerando-a uma ‘vitória da transparência’. Ele destacou a importância de combater fraudes por meio da disponibilização de informações e afirmou que continuarão a trabalhar para fortalecer as investigações.

Contexto das investigações

Em novembro de 2025, Vorcaro e outros envolvidos foram alvos da Operação Compliance Zero, realizada pela Polícia Federal, que investiga a concessão de créditos fraudulentos pelo Banco Master, além de uma tentativa de aquisição da instituição pelo Banco Regional de Brasília (BRB), vinculado ao governo do Distrito Federal. As investigações iniciais indicam que as fraudes podem totalizar até R$ 17 bilhões.

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