
Na última quinta-feira, 26, as investigações da Polícia Federal (PF) e a pressão política no Congresso Nacional colocaram Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, em evidência. O filho do atual presidente Lula (PT) gerou preocupações entre os assessores do governo, conforme reportado pela Folha de S.Paulo.
Contexto das investigações e quebra de sigilo
Apesar de Lulinha ter afirmado ao pai que não cometeu irregularidades e do presidente reforçar que a responsabilidade deve ser atribuída a quem erra, há um temor crescente de que as investigações impactem negativamente a campanha pela reeleição.
Por solicitação da Polícia Federal, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a quebra de sigilos bancário, fiscal e telemático de Lulinha. O pedido da PF, que foi protocolado há aproximadamente um mês, só veio à tona para o governo na quinta-feira, através da mídia.
CPI do INSS e citações em escândalos
Em uma sessão conturbada, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do INSS também deliberou pela quebra do sigilo de Lulinha, decisão que está gerando controvérsias entre os membros governistas. Fábio Luís foi mencionado em investigações relacionadas a Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, que se tornou uma figura central em um escândalo de fraudes em benefícios previdenciários.
A Polícia Federal investiga as menções a Lulinha no âmbito da Operação Sem Desconto. A informação sobre sua inclusão nas apurações foi encaminhada ao relator do inquérito, Mendonça. Já em dezembro do ano anterior, havia indícios de que Lulinha estava sob investigação, com citações em andamento.
