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Encerramento das Buscas em Juiz de Fora Após Chuvas Devastadoras

© Rovena Rosa/Agência Brasil

As operações de busca por vítimas das intensas chuvas em Juiz de Fora, na Zona da Mata de Minas Gerais, foram oficialmente encerradas, conforme anunciado pela Polícia Civil do estado. O último corpo encontrado foi o do menino Pietro, de apenas 9 anos, localizado na noite de sábado, dia 28, no bairro Paineiras.

O total de mortes em decorrência das chuvas atingiu 72, segundo informações atualizadas na manhã deste domingo, dia 1º. Destes, 65 corpos foram identificados em Juiz de Fora e sete em Ubá. Uma pessoa ainda permanece desaparecida na cidade de Ubá, onde as buscas serão intensificadas nos próximos dias.

Moradores Enfrentam Consequências dos Deslizamentos

Na última sexta-feira, dia 27, uma equipe da Agência Brasil visitou Juiz de Fora e encontrou moradores do bairro Paineiras ainda fora de suas casas, após deslizamentos de terra que ocorreram na noite de segunda-feira, dia 23. A Defesa Civil determinou a evacuação das famílias devido ao risco de novos deslizamentos, especialmente na encosta do Morro do Cristo.

Guilherme Belini Golver, um engenheiro civil que reside em um dos casarões afetados, relatou ter percebido a gravidade da situação enquanto buscava sua filha na faculdade. Ele descreveu a cena como um ‘rio’ de água barrenta invadindo sua propriedade. Desde o incidente, sua família não pôde retornar ao imóvel.

Guilherme tem se deslocado ao local apenas para limpar a lama e proteger a casa, que ficou exposta após o deslizamento. Ele recorda que, há 40 anos, pequenos deslizamentos já ocorreram na região, mas admite que a situação atual é preocupante.

Outro morador, o motoboy Paulo Barbosa Siqueira, também compartilhou sua experiência ao estar fora durante o deslizamento. Ele e outros moradores improvisaram uma rota de fuga entre apartamentos para escapar do desastre. Infelizmente, um policial penal que residia nas proximidades não sobreviveu ao incidente.

Desde a tragédia, os moradores têm enfrentado dificuldades para acessar seus imóveis e recuperar documentos e pertences, uma vez que a área permanece interditada por questões de segurança estrutural. Eles relatam escassez de alimentos e roupas, dependendo da ajuda de conhecidos.

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