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Santos receberá Centro de Memória para vítimas de violência estatal

A cidade de Santos será o local de um novo Centro de Memória, que visa homenagear as vítimas de violência perpetrada pelo Estado. Esse projeto surge em um contexto marcado por tragédias, como os Crimes de Maio, que resultaram em 564 mortes em confrontos entre forças policiais e membros do Primeiro Comando da Capital (PCC) há 20 anos, sendo 115 somente na Baixada Santista.

Iniciativa única no Brasil

A criação do Centro de Memória e do Centro de Acesso a Direitos e Inclusão Social (CAIS) Mães por Direitos foi anunciada em um evento realizado na quarta-feira (4), com a presença da ministra Macaé Evaristo. Essa iniciativa é considerada inédita no país, focando em aspectos de memória, verdade, reparação e apoio a familiares afetados pela violência estatal.

Importância dos centros de memória

A ministra Evaristo destacou a relevância dos centros, afirmando que eles ajudam a trazer à tona a verdade para a sociedade, preservando a dignidade das vítimas e suas famílias. Além disso, ela enfatizou o papel fundamental desses espaços na busca por justiça e responsabilização dos autores de atos violentos.

Atividades e serviços oferecidos

O Centro de Memória será responsável por fomentar a memória e produzir conhecimento, além de oferecer suporte psicossocial e jurídico às famílias afetadas pela letalidade estatal, com um foco especial na Baixada Santista. O CAIS Mães de Direitos funcionará como um espaço de acolhimento, promovendo acesso a direitos essenciais e articulação intersetorial para as mães e familiares que enfrentam situações de violência.

Parcerias e gestão dos centros

Os novos centros são fruto de uma colaboração entre o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania e o Ministério da Justiça e Segurança Pública, além de contar com o apoio do movimento Mães de Maio e da Iniciativa Negra por uma Nova Política sobre Drogas. Essas instituições serão responsáveis pela implementação e gestão dos espaços.

Programação diversificada

Os centros promoverão uma variedade de atividades, incluindo exposições, acervos de memória, além de ações culturais e educacionais. Também será disponibilizada uma equipe multidisciplinar para oferecer suporte em áreas como saúde e assistência jurídica às famílias que sofreram com a violência estatal.

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