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São Paulo: Mulheres se Mobilizam por Direitos e Fim da Violência em Ato no Dia Internacional da Mulher

© Elaine Patrícia Cruz/ABr

Apesar das chuvas intensas que afetaram a cidade de São Paulo no último domingo (8), milhares de mulheres se reuniram na Avenida Paulista para celebrar o Dia Internacional da Mulher. A manifestação, que contou com uma caminhada da Avenida Paulista até a Praça Roosevelt, foi marcada por faixas e sombrinhas, todas pedindo o fim da violência contra as mulheres no Brasil. O evento ocorreu de forma simultânea em várias cidades do país.

Demandas e Reivindicações do Ato

As participantes do ato entoaram músicas como “Ô abre alas, que as mulheres vão passar”, expressando seu desejo por mudanças significativas na sociedade. Alice Ferreira, uma das fundadoras do Levante Mulheres Vivas, destacou a urgência de ações concretas contra o feminicídio e a violência de gênero, pedindo não apenas palavras ou pactos, mas também a alocação de recursos públicos e medidas efetivas.

Durante o evento, intervenções visuais chamaram a atenção, como a instalação de sapatos femininos na avenida, simbolizando as vítimas de feminicídio. Além disso, uma ação com bonecas foi realizada em frente ao Fórum Pedro Lessa, destacando o sofrimento das crianças afetadas pela misoginia.

Aprovação de Nova Legislação e Combate à Misoginia

Ferreira também enfatizou a necessidade de aprovação de um projeto de lei no Congresso Nacional que visa tipificar a misoginia como crime, um passo fundamental para reverter a lógica de discriminação que ainda persiste. Ela criticou o favorecimento de discursos misóginos nas plataformas digitais em comparação ao discurso feminista.

Os dados são alarmantes: somente no estado de São Paulo, foram registradas 270 mortes de mulheres em 2025, o que representa um aumento de 96,4% em relação a 2021, o maior número desde o início da série histórica em 2018.

Outras Pautas Abordadas na Mobilização

Além das questões de violência e feminicídio, as manifestantes também pediram o fim da escala de trabalho 6×1 e a erradicação da violência política. Luana Bife, integrante da Central Única dos Trabalhadores (CUT), afirmou que o fim da escala 6×1 é crucial para permitir que as mulheres tenham mais tempo para cuidar de si e de suas famílias.

Ela ressaltou que a luta contra a violência de gênero deve ser uma prioridade contínua, exigindo políticas públicas que transcendam os ciclos eleitorais e garantam a proteção das mulheres e meninas. O ato, intitulado ‘Em Defesa da Vida das Mulheres’, contou com o apoio de diversos movimentos sociais e sindicais.

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