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Ministro Flávio Dino defende a atuação do STF durante julgamento de deputados acusados de corrupção

Ministro Flávio Dino em sessão plenária do STF  • LUIZ SILVEIRA/STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, se manifestou nesta terça-feira (10) sobre a avaliação do papel da Corte, afirmando que é comum uma percepção desbalanceada que ignora os acertos do tribunal. Segundo ele, a análise atual demonstra uma falta de moderação e prudência.

Críticas ao equilíbrio nas avaliações das instituições

Durante o julgamento de uma ação penal que investiga deputados federais por suposto desvio de emendas parlamentares, Dino ressaltou que há uma ‘perda de equilíbrio’ na maneira como se avalia a atuação das instituições, especialmente do STF. A declaração foi feita em um contexto onde a Corte enfrenta novas críticas.

Ação penal e acusações de corrupção

A ação em questão investiga uma suposta organização criminosa composta pelos deputados Josimar Maranhãozinho (PL-MA), Pastor Gil (PL-MA) e o suplente Bosco Costa (PL-SE). Eles são acusados de exigir uma propina de 25% sobre os recursos públicos liberados através de emendas.

Defesas argumentam falta de provas concretas

Durante as sustentações orais, os advogados de defesa contestaram a denúncia, afirmando que não existem evidências claras de que os valores mencionados tenham origem nas emendas. Eles também argumentaram que não há provas de participação direta dos deputados na apropriação desses recursos.

Reconhecimento dos acertos do STF

Dino, que é relator em vários processos sobre a constitucionalidade da distribuição de emendas, destacou que um dos principais acertos do STF foi a implementação de exigências de maior transparência na gestão desses recursos. Ele enfatizou que, apesar de ser uma instituição humana que comete erros, o Supremo acerta com mais frequência do que erra.

Contexto de crise e novas revelações

As observações do ministro ocorrem em um momento de crise para o tribunal, exacerbada por recentes divulgações de mensagens do banqueiro Daniel Vorcaro, que envolvem supostas comunicações com o ministro Alexandre de Moraes durante investigações sobre fraudes financeiras.

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