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Busca por psicóloga brasileira desaparecida na Inglaterra mobiliza comunidade

G1

A psicóloga Vitória Figueiredo Barreto, que estava na Inglaterra para participar de um congresso internacional e realizar cursos no Marrocos, desapareceu há mais de uma semana em Brightlingsea. Durante sua viagem, ela foi acompanhada por seu tio, o psiquiatra Adalberto Barreto, com quem colabora em projetos de terapia comunitária.

Desaparecimento e investigações

Até a manhã do dia 12 de março, as investigações indicavam que o desaparecimento de Vitória poderia ter relação com o sumiço de um barco na região. A polícia local informou que um colete salva-vidas da embarcação ainda não foi encontrado. Imagens de câmeras de segurança mostram uma mulher que pode ser Vitória nas proximidades do estaleiro de onde o barco desapareceu, um local também próximo ao ponto onde sua bolsa foi encontrada.

Adalberto relatou que as autoridades acreditam que Vitória possa ter atravessado para a outra margem do rio, onde uma canoa estava amarrada. No entanto, a análise das imagens ainda está em andamento, e informações adicionais sobre o caso são constantemente fornecidas à família.

Um detalhe preocupante no caso é que o sinal do celular de Vitória foi localizado no mar, levantando questões sobre como o aparelho foi parar naquela posição e se estava com ela ou não.

Impactos emocionais e busca por respostas

Para Adalberto, a espera e a incerteza em relação ao paradeiro de Vitória são momentos de dor intensa para todos os envolvidos. Ele destaca a importância do apoio mútuo entre familiares e amigos, evitando julgamentos e buscando compreender a situação sem atribuir culpas.

Uma das hipóteses levantadas por Adalberto é que Vitória pode ter enfrentado algum tipo de sofrimento emocional antes de seu desaparecimento. Apesar de sempre ter se mostrado uma pessoa decidida e equilibrada, ele menciona que fatores externos, como a distância da família e a pressão de estar fora de casa por tempo prolongado, podem ter influenciado seu estado mental.

Adalberto também ressalta a necessidade de cuidar de quem cuida, afirmando que profissionais de saúde mental não estão imunes ao sofrimento psíquico, especialmente ao lidarem com a dor alheia.

Embora ainda não se saiba o que ocorreu com Vitória, o psiquiatra expressa sua gratidão pela solidariedade demonstrada pela comunidade durante esse período difícil.

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