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Moradores de Juiz de Fora Enfrentam Incertezas Após Interdição de Imóveis Devido a Deslizamentos

G1

Após as intensas chuvas que resultaram em 65 mortes em Juiz de Fora, mais de 8,5 mil pessoas permanecem desabrigadas ou desalojadas. Duas semanas após as tempestades, muitos moradores ainda não conseguiram retornar para suas residências, e diversas áreas da cidade seguem evacuadas em função do risco de deslizamentos.

Impacto das Chuvas e Medidas de Evacuação

As famílias que foram forçadas a deixar seus lares na correria das chuvas enfrentam não apenas a perda de bens, mas também a angústia e insegurança sobre o futuro. Muitos moradores expressam preocupação quanto às decisões tomadas pela Defesa Civil e a falta de orientações claras sobre os próximos passos a serem seguidos.

Moradores do Morro do Cristo e Esplanada Relatam Situação Crítica

No Morro do Cristo, especificamente no bairro Paineiras, a evacuação permanece em vigor desde o dia 24 de fevereiro. Eduardo Dias Guimarães, residente de um dos condomínios interditados, relatou que cerca de 600 pessoas, incluindo crianças e idosos, estão temporariamente abrigadas em casas de familiares, sem saber quando poderão retornar.

Diana Cristina da Silva, moradora do bairro Esplanada, também relatou a precariedade de sua residência, que apresenta sérias rachaduras e infiltrações. Ela e seu filho, que possui deficiência, foram obrigados a deixar o lar e atualmente estão na casa de um amigo. A falta de vistorias internas por parte da Defesa Civil deixou muitos moradores ainda mais ansiosos.

Monitoramento e Ações da Prefeitura

A Prefeitura de Juiz de Fora informou que a Defesa Civil está realizando um monitoramento contínuo das áreas afetadas, especialmente no Morro do Cristo, onde foram identificados riscos de rolamento de pedras. Como medida preventiva, imóveis localizados em áreas de risco foram interditados. No entanto, a administração municipal assegurou que ainda não há planos para implosões de rochas na região.

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