PUBLICIDADE

TRE-RJ realiza recontagem de votos em sessão marcada para terça-feira

© Fernando Frazão/Agência Brasil

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), sob a presidência de Claudio de Mello Tavares, agendou para a próxima terça-feira, dia 31, às 15h, a recontagem dos votos referentes ao cargo de deputado estadual nas eleições de 2022.

Essa recontagem é uma exigência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que recentemente cassou o mandato do deputado estadual Rodrigo Bacellar, que também foi presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).

Com a decisão do TSE, os 97.822 votos acumulados por Bacellar foram anulados, o que resultará em mudanças na composição da Alerj, já que a distribuição de cadeiras entre partidos e federações precisará ser revista.

Rodrigo Bacellar teve seu mandato cassado devido à utilização irregular de recursos da Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do RJ (Ceperj) para fins eleitorais. Na mesma data, o TSE declarou inelegíveis o ex-governador Cláudio Castro e o ex-presidente da Ceperj, Gabriel Rodrigues Lopes.

Em uma decisão anterior, a desembargadora Suely Lopes Magalhães, que estava atuando como presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, anulou a votação que elegeu o deputado Douglas Ruas (PL) como presidente da Alerj, ocorrida no dia 26 de outubro. A magistrada argumentou que o processo eleitoral na Alerj só poderia ser iniciado após a recontagem dos votos pelo TRE.

A desembargadora enfatizou que a retotalização é crucial para estabelecer a composição oficial do colégio eleitoral da Alerj, o qual é responsável pela escolha do novo presidente da Casa.

Suely Magalhães destacou que a Mesa Diretora da Alerj não seguiu integralmente a decisão do TSE, o que impactou tanto a eleição do novo presidente quanto a definição de quem assumirá interinamente o governo do estado, após a renúncia de Cláudio Castro.

Desde maio de 2025, o estado do Rio de Janeiro estava sem vice-governador, uma vez que Thiago Pampolha deixou o cargo para assumir uma posição no Tribunal de Contas do Estado (TCE), aprovado pela Alerj. Isso fez com que Rodrigo Bacellar se tornasse o primeiro na linha de sucessão.

Entretanto, em dezembro de 2025, Bacellar foi detido na Operação Unha e Carne, que investigava vínculos de políticos com o Comando Vermelho, uma das principais facções criminosas do estado. O Supremo Tribunal Federal (STF) posteriormente afastou Bacellar da presidência da Alerj, mesmo após sua liberação.

A presidência da Alerj foi então assumida interinamente pelo deputado Guilherme Delaroli (PL), que, por ser interino, não está na linha de sucessão. Na última segunda-feira (23), Cláudio Castro renunciou ao cargo, com a intenção de disputar uma vaga no Senado nas eleições de outubro.

Essa estratégia era vista como uma forma de evitar uma possível inelegibilidade, visto que Castro estava sob julgamento no TSE por abuso de poder político e econômico durante sua campanha de reeleição em 2022. O resultado do julgamento foi desfavorável, resultando na cassação de seu mandato e tornando-o inelegível até 2030.

A decisão judicial também determinou que a Alerj realizasse eleições indiretas para o governo do estado. Desde a renúncia de Castro, a administração do Executivo do Rio de Janeiro está sob a responsabilidade interina do presidente do Tribunal de Justiça, Ricardo Couto de Castro.

Leia mais

PUBLICIDADE