
Os casos de influenza A continuam a se expandir em todo o Brasil, conforme indicado na recente edição do Boletim InfoGripe, publicado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A maior parte das unidades federativas nas regiões Norte, Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste apresenta alerta devido à Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), que traz à tona um risco elevado com sinais de crescimento.
Causas e Impactos da SRAG
O boletim aponta que a influenza A, o vírus sincicial respiratório (VSR) e o rinovírus estão entre os principais responsáveis por essas ocorrências de SRAG, podendo levar a óbitos em casos mais severos. Nos últimos quatro ciclos epidemiológicos, os dados revelam que 27,4% das amostras testaram positivo para influenza A, enquanto 1,5% foram para influenza B, 17,7% para VSR, 45,3% para rinovírus e 7,3% para Sars-CoV-2.
Imunização e Importância da Vacinação
Diante desse cenário alarmante, a vacinação contra a influenza se torna ainda mais crucial. A Campanha Nacional de Vacinação, que começou em 28 de março, visa imunizar a população nas áreas afetadas, permitindo que todos procurem a vacina gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) até o dia 30 de maio.
A pesquisadora Tatiana Portella, da Fiocruz, enfatiza a necessidade de que grupos prioritários, incluindo idosos, crianças e profissionais de saúde, estejam com suas vacinas em dia. Além disso, recomenda que gestantes a partir da 28ª semana de gestação se vacinem contra o VSR para proteção dos recém-nascidos.
Medidas de Precaução
Portella também sugere que indivíduos em regiões com aumento de SRAG utilizem máscaras em ambientes fechados e aglomerados, especialmente aqueles que pertencem a grupos de risco. A manutenção de hábitos de higiene, como a lavagem frequente das mãos, também é destacada como fundamental.
Caso apareçam sintomas de gripe ou resfriado, o recomendado é o isolamento. Se isso não for viável, a orientação é sair de casa utilizando uma máscara de qualidade, como PFF2 ou N95.
