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Ministério da Saúde capacita profissionais para implantes hormonais no SUS

© Rogério Capela/PMC

O Ministério da Saúde deu início à segunda fase de treinamentos voltados para a inserção do implante contraceptivo de etonogestrel, conhecido como Implanon, no Sistema Único de Saúde (SUS).

Capacitação de profissionais de saúde

A expectativa da pasta é qualificar mais de 11 mil profissionais, incluindo médicos e enfermeiros, para expandir a disponibilidade desse método contraceptivo na rede pública. Ao todo, serão realizados 32 treinamentos, priorizando municípios com população inferior a 50 mil habitantes.

De acordo com o ministério, as oficinas são presenciais e mesclam teoria e prática utilizando simuladores anatômicos. A carga horária foi aumentada para 12 horas para enfermeiros e seis horas para médicos.

Os encontros também proporcionarão diálogos entre profissionais e gestores estaduais e municipais, visando facilitar a implementação do método contraceptivo nas comunidades.

Em comunicado, a pasta enfatizou que os treinamentos visam capacitar os profissionais para a inserção, remoção e gerenciamento de possíveis complicações relacionadas ao implante, além de aprimorar a abordagem nas consultas de saúde sexual e reprodutiva, abordando direitos sexuais e reprodutivos, dignidade menstrual, combate ao racismo e violência na atenção primária à saúde.

Distribuição e benefícios do implante subdérmico

Em 2025, o ministério planeja distribuir 500 mil unidades do implante aos estados, priorizando localidades com mais de 50 mil habitantes e levando em conta fatores de vulnerabilidade social. Para 2026, está programada a entrega de 1,3 milhão de implantes subdérmicos, dos quais 290 mil já foram encaminhados.

No setor privado, o custo do método pode chegar a R$ 4 mil.

Eficácia do método

Segundo informações do ministério, o implante subdérmico é uma opção vantajosa para evitar gestações indesejadas, devido à sua longa duração e alta taxa de eficácia, podendo permanecer ativo no organismo por até três anos. Após esse período, o implante deve ser removido, e, se desejado, um novo pode ser colocado imediatamente. A fertilidade é rapidamente restaurada após a remoção do dispositivo.

O Implanon se junta aos métodos contraceptivos já oferecidos gratuitamente pelo SUS, que incluem preservativos, DIU de cobre, contraceptivos orais, pílulas de emergência, laqueadura tubária e vasectomia. O ministério ressalta que apenas os preservativos garantem proteção contra infecções sexualmente transmissíveis.

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