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Cuba e Estados Unidos realizam encontro diplomático em Havana

  • Por
  • Rafael Barbosa
  • 21/04/2026
  • Atualizado às 07:19
© Reuters/Norlys Perez/Proibida reprodução

Alejandro García, diretor-geral adjunto do Ministério das Relações Exteriores de Cuba para os Estados Unidos, confirmou, em entrevista ao jornal Granma, o recente encontro entre as delegações de Cuba e dos Estados Unidos, realizado na capital cubana, Havana.

Prioridade do Diálogo

Durante a reunião, os diplomatas cubanos enfatizaram a necessidade de que o governo dos EUA suspenda o embargo energético que recai sobre a ilha. Segundo García, a delegação americana foi composta por secretários-adjuntos do Departamento de Estado, enquanto os cubanos estavam representados por altos funcionários do Ministério das Relações Exteriores.

O diplomata caracterizou a conversa como respeitosa e profissional, esclarecendo que não foram estabelecidos prazos ou declarações coercitivas, contrariamente ao que foi noticiado por alguns veículos de comunicação dos EUA.

A Questão do Embargo

A principal demanda da delegação cubana foi a suspensão do embargo energético, que, segundo eles, é um ato de coerção econômica injustificada. García destacou que o bloqueio afeta não apenas a economia, mas também o bem-estar de toda a população cubana, configurando-se como uma forma de pressão internacional contra países soberanos.

Desde janeiro de 2020, o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, ampliou as restrições ao país caribenho, declarando-o uma ameaça à segurança nacional dos Estados Unidos. Essa decisão resultou em sanções a nações que tentam fornecer petróleo a Cuba, causando uma severa escassez de combustível.

Disposição ao Diálogo

O governo cubano reiterou sua abertura para dialogar com os EUA, desde que as conversas ocorram com respeito mútuo e sem interferências. O presidente Miguel Díaz-Canel, em uma entrevista à Newsweek, expressou a possibilidade de negociações em diversas áreas, como ciência, cultura e comércio.

Ele ressaltou que o diálogo deve ser baseado na igualdade, respeito à soberania e ao direito internacional. Em uma declaração adicional ao programa Meet the Press da NBC News, reafirmou que as negociações devem ocorrer sem pressão ou tentativas de intervenção dos Estados Unidos.

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