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Seis mortes em academias acendem alerta em Fortaleza e Região Metropolitana

Anderson Gurgel

Nos últimos dez meses, Fortaleza e a Região Metropolitana registraram um total de seis mortes em academias, com os episódios ocorrendo entre julho de 2025 e abril de 2026. O caso mais recente envolveu um homem de 31 anos, que faleceu no bairro Parreão, em Fortaleza, durante uma sessão de exercícios.

As fatalidades foram registradas em diversas localidades, incluindo não apenas a capital, mas também a cidade de Maranguape. Em várias situações, testemunhas relataram tentativas de socorro no local, com o acionamento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Os incidentes têm gerado preocupação devido à sua recorrência em um curto espaço de tempo e envolvem tanto homens quanto mulheres de diferentes idades, incluindo um policial civil e um profissional de educação física. As mortes ocorreram em atividades diversas, desde treinos de musculação até aulas de aeróbica.

Casos registrados

Entre os casos notáveis, destaca-se a morte de Francisco José Alves da Silva Júnior, um investigador de 47 anos da Polícia Civil, que faleceu em julho de 2025 enquanto treinava na Maraponga. Ele sofreu uma parada cardíaca durante o exercício.

Outro caso foi o de um homem de 44 anos que morreu em outubro de 2025 no bairro Dias Macedo. A vítima desmaiou durante a atividade física e não sobreviveu, com a causa da morte sendo investigada pela Perícia Forense.

Em outubro de 2025, um homem de aproximadamente 40 anos também faleceu após um mal súbito na Avenida Washington Soares, enquanto tentava se exercitar. Equipes médicas chegaram a tentar reanimá-lo, mas não tiveram sucesso.

Uma mulher de 54 anos morreu em novembro de 2025 em Maranguape após passar mal durante uma aula de ciclismo indoor, e outra aluna faleceu em dezembro durante um treino no Papicu. Finalmente, o mais recente caso ocorreu com um professor de hidroginástica, que faleceu no bairro Parreão após um mal súbito durante uma atividade.

Esses eventos têm gerado um alerta entre frequentadores de academias e profissionais de saúde. O cardiologista Raphael Rodrigues enfatiza a importância da avaliação médica antes de iniciar qualquer atividade física, uma vez que muitas doenças cardiovasculares são assintomáticas e podem levar a consequências fatais.

Além disso, o uso excessivo de anabolizantes é apontado como um fator de risco significativo, pois essas substâncias podem causar alterações no coração que potencialmente resultam em morte súbita. Rodrigues reforça que é crucial estar atento a sintomas como tontura e dor no peito, que podem indicar problemas mais graves.

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