
John Textor, empresário norte-americano, foi suspenso de suas funções à frente da SAF do Botafogo, conforme decisão do Tribunal Arbitral da Fundação Getúlio Vargas (FGV). A medida é temporária e será reavaliada na próxima quarta-feira (29), quando as partes interessadas poderão apresentar suas considerações.
Motivação para a suspensão
Os árbitros do tribunal apontaram que as ações recentes de Textor poderiam resultar em danos irreparáveis tanto para os acionistas quanto para a base de torcedores do Botafogo. Um dos fatores que levaram ao afastamento foi a solicitação de recuperação judicial da SAF, formalizada na última terça-feira (21), em meio a uma dívida acumulada que chega a R$ 2,5 bilhões.
A decisão foi tomada em resposta ao pedido da Eagle Bidco, acionista majoritária da SAF, que solicitou a suspensão de Textor.
Reação da SAF e substituição
A SAF emitiu uma nota expressando descontentamento com a decisão, afirmando que a medida interfere em assuntos que deveriam ser discutidos entre os acionistas em assembleia, conforme estipulado por lei e estatuto.
Apesar de Danilo Caixeiro, que ocupa o cargo de chefe operacional, estar diretamente abaixo de Textor na hierarquia, a SAF optou por nomear Durcesio Mello, ex-presidente do clube social, para assumir a direção geral durante a ausência do empresário.
Declaração de John Textor
Em declaração ao site, Textor manifestou otimismo quanto à possibilidade de reverter a decisão. “Recebi a decisão com calma e respeito pelo tribunal, mas acredito que foi baseada em informações errôneas e enganosas apresentadas pelos advogados da Ares, que induziram os árbitros a erro”, afirmou.
A Ares, fundo que financiou a compra do Lyon pelo empresário, nunca recebeu o retorno do investimento. Como garantia do empréstimo, Textor ofereceu ações da SAF do Botafogo, o que permitiu à Ares influenciar na gestão da Eagle, holding de clubes que ele criou.
