
Ana Clara Antero de Oliveira, uma jovem de 21 anos, está se recuperando após uma cirurgia de reimplante de mão realizada no Instituto Doutor José Frota (IJF), em Fortaleza. O procedimento foi conduzido pelo superintendente e cirurgião de mãos João Gilberto Macêdo, que confirmou que a operação foi bem-sucedida e que a paciente passará por sessões de fisioterapia para a completa recuperação.
Detalhes do ataque e estado de saúde
Ana Clara foi brutalmente agredida com golpes de foice por seu namorado, Ronivaldo Rocha dos Santos, de 40 anos, e pelo cunhado, Evangelista Rocha dos Santos, de 34 anos, na sexta-feira (1º) em Quixeramobim. Além da amputação de uma das mãos, a jovem sofreu lesões em outras partes do corpo, incluindo ombro e pernas. Ambos os agressores estão presos.
Em entrevista ao TV Verdes Mares, o cirurgião destacou que a operação, que durou mais de 10 horas e envolveu uma equipe de 15 profissionais, foi complexa. “A paciente chegou em estado crítico e foi imediatamente encaminhada para a cirurgia, onde todas as estruturas do membro superior afetado foram cuidadosamente reconstruídas”, explicou Macêdo.
Processo de recuperação
A recuperação de Ana Clara é um processo gradual e crítico. O médico enfatizou a importância de monitorar o fluxo sanguíneo na área reimplantada para evitar complicações. A jovem está na unidade de terapia intensiva (UTI), onde recebe cuidados multidisciplinares, incluindo apoio psicológico e social.
A família da jovem informou que seu estado de saúde está evoluindo positivamente, com o fluxo sanguíneo adequado na mão reimplantada. Ana Clara já saiu da intubação, apesar de permanecer na UTI, e tem respondido ao reconhecimento familiar, embora ainda não consiga falar.
Investigação do crime
O ataque, que é investigado como uma tentativa de feminicídio, foi relatado por testemunhas que afirmaram que a relação entre Ana Clara e Ronivaldo era tumultuada. Após o crime, os dois suspeitos foram detidos rapidamente, com Evangelista sendo preso em sua residência e Ronivaldo encontrado em Madalena, a 63 quilômetros do local do ataque.
Na audiência de custódia realizada no dia seguinte ao crime, a Justiça decidiu pela manutenção da prisão dos suspeitos, que enfrentam acusações formais de tentativa de feminicídio.
