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Ministro da Fazenda se Reúne com Assessoria Internacional Antes da Visita de Lula aos EUA

1 de 1 Imagem colorida do Ministro da Fazenda Dario Durigan - Foto: Diogo Zacarias/MF

Na terça-feira, 5 de maio, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, conduziu uma reunião com a sua equipe de assessoria internacional. O encontro ocorre na iminência da viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos Estados Unidos, onde se encontrará com Donald Trump.

A agenda de Durigan incluiu uma sessão de “despacho interno” das 14h às 15h, na qual participaram o chefe de gabinete, Fabio Henrique Bittes Terra, o subsecretário de Finanças Internacionais e Cooperação Econômica, Flávio Luis Pazeto, e o secretário de Assuntos Internacionais, Mathias Jourdain de Alencastro.

O encontro entre Lula e Trump está programado para ocorrer na próxima quinta-feira, 7 de maio, após adiamentos que ocorreram inicialmente em março, em parte devido ao conflito no Oriente Médio.

A pauta da reunião entre os presidentes ainda não foi divulgada oficialmente.

Recentemente, Durigan esteve nos EUA, onde participou de uma série de reuniões com representantes de outros países e com autoridades do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial.

Durante sua visita, um dos principais encontros foi com o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent. Os diálogos centraram-se em temas como cooperação internacional no combate ao crime organizado, stablecoins e inteligência artificial.

O Brasil possui diversas questões a discutir com os Estados Unidos, incluindo uma investigação iniciada sob a Seção 301 da lei comercial americana. Essa apuração pode resultar em ações tarifárias contra o Brasil e abrange tópicos como o sistema de pagamentos Pix, etanol e questões de propriedade intelectual.

Essas investigações, que começaram em 15 de julho do ano passado, estão sendo conduzidas pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), que analisa ações do governo Lula que podem impactar negativamente empresas de tecnologia dos EUA.

Na ocasião do início da investigação, o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, comentou sobre os supostos ataques do Brasil às empresas de mídias sociais americanas e outras práticas comerciais desleais que afetam o setor tecnológico nos EUA.

A assessoria de imprensa do Ministério da Fazenda foi contatada para obter detalhes sobre a reunião de terça-feira, mas ainda não houve retorno.

O governo brasileiro busca avançar no Congresso Nacional para implementar um maior controle sobre as grandes empresas de tecnologia, o que tem gerado descontentamento nos EUA.

O Google e a Meta, controladora do Facebook e WhatsApp, estão enfrentando investigações distintas no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Em 23 de abril, o Cade abriu um processo contra o Google por suposto abuso de posição dominante na utilização de notícias por meio de ferramentas de inteligência artificial.

No caso da Meta, o Cade decidiu manter uma multa diária de R$ 250 mil devido à restrição da empresa no WhatsApp Business, impedindo que chatbots de inteligência artificial sejam utilizados por usuários brasileiros. Segundo informações, essa multa foi suspensa recentemente.

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