
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) anunciou, em uma decisão tomada nesta quinta-feira (7), a suspensão de todos os lotes de detergentes, sabão líquido para roupas e desinfetantes da marca Ypê que terminam com o número 1. Essa ação também abrange o recolhimento desses produtos do mercado, além de proibir sua fabricação, distribuição e uso.
A medida foi resultado de uma avaliação técnica de risco sanitário realizada pela Anvisa em colaboração com o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária, o CVS-SP (Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo) e a Visa-Amparo (Vigilância Sanitária de Amparo), durante o período de 27 a 30 de abril.
Motivos da suspensão
Durante a fiscalização, os agentes identificaram várias não conformidades com as normas sanitárias em momentos críticos do processo produtivo. As falhas observadas nos sistemas de garantia da qualidade, produção e controle de qualidade foram consideradas sérias e indicam um risco à segurança sanitária, o que poderia resultar em contaminação microbiológica dos produtos.
Produtos afetados pela suspensão
Os lotes de produtos que terminam com o número 1 estão sujeitos à suspensão imediata. Entre os itens incluídos nesta medida estão: Lava louças Ypê Clear Care, Lava louças Ypê Toque Suave, Lava roupas Líquido Tixan Ypê Combate Mau Odor, e Desinfetante Pinho Ypê, entre outros.
Orientações ao consumidor
Os consumidores devem verificar se possuem produtos com o número do lote que finaliza em 1. Caso encontrem itens afetados, a recomendação é não utilizar e manter a embalagem intacta para facilitar o processo de devolução ou reembolso junto ao Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) da empresa. Se qualquer reação adversa ocorrer após o uso, é essencial procurar atendimento médico imediatamente.
Consequências legais
A decisão de suspensão foi formalizada através da Resolução RE nº 1.834/2026, que surgiu após a detecção de falhas na produção de saneantes em uma unidade da Ypê localizada em Amparo, São Paulo. A RDC nº 47/2013 estabelece que a violação das normas pode resultar em infrações sanitárias, sujeitando a empresa a sanções administrativas e legais.
