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EUA e Irã Detalham Progressos em Acordo para Estabilização no Oriente Médio

Uma faixa gigante representando um porta-aviões americano e a bandeira dos Estados Unidos foi ex...

Autoridades dos Estados Unidos e do Irã indicaram a iminência de um entendimento que visa converter a atual trégua, que encerrou semanas de hostilidades, em uma resolução mais perene para a região. Os dois países discutem um “memorando de entendimento”, conforme apontado pelo secretário de Estado norte-americano, Macron Rubio, que serviria como um plano para abordar as pendências. Contudo, Rubio ressaltou, em uma visita à Índia na segunda-feira (25), que o acerto ainda se encontra em fase de elaboração.

Em suas declarações, o secretário de Estado afirmou categoricamente: “Teremos um acordo sólido ou precisaremos buscar alternativas para a situação”. Apesar dos avanços, os termos exatos desse documento permanecem sob sigilo. A expectativa primordial é que a formalização do memorando conduza à interrupção definitiva dos confrontos. Tal desfecho seria benéfico para ambas as nações, dado que o presidente dos EUA, Donald Trump, se prepara para eleições de meio de mandato, em um cenário de alta nos preços da gasolina, enquanto o Irã enfrenta sua própria crise econômica.

Um dos pilares do futuro entendimento inclui a reabertura progressiva do Estreito de Ormuz, vital para a navegação global. Além disso, seria estabelecido um prazo de 60 dias para a discussão de outras matérias cruciais, com foco no programa nuclear do Irã. Macron Rubio mencionou a existência de uma proposta “bastante consistente” no que tange à liberação do estreito e à participação iraniana em “negociações substanciais e com tempo definido sobre questões nucleares”.

Uma fonte governamental sênior informou à CNN no domingo (25) que o projeto de acordo prevê um período de 60 dias para que as partes alcancem uma resolução definitiva. Essa mesma fonte detalhou que o pacto em potencial asseguraria que o Irã nunca desenvolveria armamento nuclear, exigindo a renúncia do urânio com alto nível de enriquecimento, substância que o presidente norte-americano frequentemente descreve como “poeira nuclear”. O procedimento para o descarte desses materiais seria um dos pontos a serem discutidos nas fases subsequentes das negociações.

O funcionário ainda enfatizou a condicionalidade da estrutura: “Caso o Irã não cumpra os termos, não haverá benefícios. Sem a ‘poeira nuclear’? Não haverá liberação de recursos. À medida que o Estreito for reaberto, as sanções serão flexibilizadas de forma equivalente”. Ele qualificou a abordagem como um nível extremo do princípio “confiar, mas verificar”.

Em contraste com a visão americana, tanto autoridades iranianas quanto a imprensa estatal do Irã apresentaram interpretações divergentes sobre o status das conversações e os termos propostos. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmail Baghaei, declarou na segunda-feira que, embora “tenhamos alcançado um entendimento em grande parte das questões em pauta”, seria precipitado afirmar que um acordo final está iminente.

Por sua vez, o presidente Donald Trump, após mencionar que o acordo estava “em grande parte negociado”, esclareceu no domingo que os Estados Unidos não agiriam com pressa para selar um pacto. Em uma publicação no Truth Social, no domingo, Trump assegurou que qualquer acordo que ele firmar com o Irã seria “bom e apropriado”, diferenciando-o do pacto anterior, feito sob a administração Obama, que, em sua visão, teria proporcionado ao Irã “um caminho claro e aberto para uma arma nuclear”.

Controvérsias Sobre o Estreito de Ormuz

No sábado, o presidente Trump havia comunicado em suas redes sociais que o Estreito de Ormuz, uma via marítima de importância estratégica, seria reaberto conforme os termos do memorando. No entanto, veículos de imprensa iranianos, incluindo alguns ligados à linha-dura da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), reportaram no domingo que o estreito continuaria sob a gestão de Teerã. Eles indicaram que, em um período de 30 dias, a navegação seria gradualmente restaurada aos patamares anteriores ao conflito.

Houve uma leve alteração na postura de Teerã quanto à cobrança de taxas de pedágio para embarcações que transitam pelo estreito. “Nossa intenção não é cobrar pedágio, mas sim prover serviços de navegação e implementar ações para a proteção ambiental do Estreito de Ormuz”, esclareceu Baghaei na segunda-feira. Aparentemente, o Irã busca indicar que, apesar de poder autorizar o retorno do tráfego comercial aos volumes anteriores ao conflito, sua intenção é manter uma supervisão mais rigorosa sobre a passagem pelo estreito do que a exercida antes da escalada das tensões.

Uma fonte iraniana revelou à CNN, no domingo, que “o estreito já está acessível, mas é crucial a coordenação com as autoridades iranianas competentes para assegurar uma travessia segura”. O Irã, por sua vez, insiste na suspensão simultânea do bloqueio imposto pelos Estados Unidos aos seus portos. Uma publicação nas redes sociais no domingo, contudo, não detalhou as condições exatas para essa suspensão.

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