
As autoridades de Omã emitiram um comunicado alertando para a presença de um objeto flutuante nas águas do Estreito de Ormuz, suspeito de ser uma mina naval. O Centro de Segurança Marítima do país fez a advertência, direcionando-se a marinheiros, pescadores e demais embarcações que transitam pela estratégica região, solicitando máxima cautela durante a navegação.
O objeto foi detectado em uma área a oeste da Zona de Tráfego Costeiro do Estreito, dentro das fronteiras marítimas omanitas, conforme divulgado pelo Centro de Segurança Marítima em sua conta oficial na rede social X. A instituição ressaltou a importância de redobrar a atenção e manter uma distância segura de qualquer elemento considerado suspeito. Adicionalmente, recomendou a comunicação imediata com as autoridades competentes ao identificar situações similares.
Tensões entre EUA e Irã no Cenário Regional
Este alerta surge poucos dias após as Forças Armadas dos Estados Unidos terem reportado a realização de ataques contra embarcações lançadoras de minas próximas ao sul do Irã, uma operação que ocorreu na última segunda-feira. Na mesma semana, o presidente norte-americano, Donald Trump, incluiu a questão das minas no Estreito de Ormuz entre suas demandas ao Irã, visando um possível acordo para a resolução do conflito regional.
Em postagens nas redes sociais, o presidente Trump detalhou as exigências, afirmando que o Irã deve se comprometer a nunca desenvolver armas nucleares, garantir a abertura imediata do Estreito de Ormuz sem restrições ou tarifas de navegação e assegurar a remoção de todas as minas instaladas na hidrovia. O líder americano também cogitou a suspensão do bloqueio dos Estados Unidos aos portos iranianos, como parte de um memorando de entendimento em fase de negociação por meio de mediadores.
Reações Iranianas e Diálogo Contínuo
As declarações de Trump foram prontamente criticadas por Mohsen Rezaie, assessor do líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei. Rezaie acusou Washington de inconsistência com o processo diplomático, afirmando que o presidente dos Estados Unidos estaria “traindo a diplomacia pela terceira vez” e buscando “outros objetivos” ao manter o bloqueio naval e apresentar demandas excessivas.
Apesar das críticas, membros da equipe de negociação iraniana indicaram que o diálogo entre os dois países prossegue. Saeed Ajorloo mencionou a existência de divergências, mas confirmou a continuidade das conversas. Ele acrescentou que, caso o texto final seja aprovado, será iniciado um período de sessenta dias para discussões aprofundadas sobre os pormenores do acordo, conforme entrevista televisionada republicada por Mohammad Bagheri Ghalibaf, principal negociador iraniano.
Sanções Contra Autoridade Marítima do Irã
Em meio às tensões envolvendo a navegação, a PGSA (Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico) comunicou que manterá suas operações normais, mesmo após ser incluída na lista de sanções do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos. O governo americano, na última quarta-feira, justificou a medida alegando que a criação da PGSA representa uma nova estratégia da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã para financiar seu “terrorismo patrocinado pelo Estado”, por meio da extorsão de embarcações que cruzam o Estreito de Ormuz.
Em resposta, a PGSA repudiou as sanções, declarando em suas redes sociais: “Vocês não conseguiram controlar o Estreito de Ormuz por meio de guerra e diplomacia, e também não conseguirão por meio de sanções”. A autoridade interpretou as sanções como um indicativo de seu próprio “desempenho positivo” e anunciou a intenção de divulgar estatísticas em breve.
