
A República Democrática do Congo (RDC) atualizou, na última sexta-feira (5), o panorama do surto de ebola em seu território, revelando um aumento significativo nos números. O país alcançou um total de 452 infecções confirmadas, com 71 novos diagnósticos registrados nas últimas 24 horas. Até o momento, a doença resultou em 82 mortes. As informações foram divulgadas pela agência de notícias Reuters, que citou dados oficiais do governo congolês.
Características do Surto e Classificação Internacional
O atual surto é causado pela cepa Bundibugyo do vírus Ebola e é considerado um dos mais severos desde a descoberta da doença. Além da RDC, Uganda também foi afetada. Dada a gravidade da situação e o potencial de disseminação, a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou o cenário como uma emergência de saúde pública de interesse internacional, mobilizando esforços globais para contenção e resposta.
Plano de Resposta Conjunto e Mobilização de Recursos
Em uma ação coordenada, a OMS e o Centro de Controle e Prevenção de Doenças da África (África CDC), entidade ligada à União Africana, anunciaram um plano conjunto de resposta continental também na sexta-feira (5). Esta iniciativa estratégica, com duração prevista de junho de 2024 a novembro de 2026, visa arrecadar 518 milhões de dólares. O montante será destinado a fortalecer a capacidade dos países africanos e seus parceiros na preparação, detecção e resposta eficaz ao vírus.
Diante da ausência de vacinas ou tratamentos específicos para a cepa Bundibugyo do Ebola, o plano enfatiza a construção de sistemas de saúde mais resilientes. O objetivo é que as nações consigam enfrentar emergências sanitárias agudas de forma mais robusta. A implementação das medidas propostas já teve início nos países diretamente afetados e naqueles identificados como de maior risco.
Além da República Democrática do Congo e Uganda, a lista de países sob elevada ameaça de importar a doença inclui Sudão do Sul, Ruanda, Quênia, Zâmbia, República Centro-Africana, Tanzânia, Etiópia, Angola, Congo (Brazzaville) e Burundi.
