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Com Mais de 30 Anos de Ofício, Artesão Carioca Cria Réplicas da Taça da Copa do Mundo e Presenteia Ídolos do Futebol

G1

Em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, a residência do artesão Jarbas Meneghini, de 58 anos, transformou-se em um verdadeiro santuário da memória do futebol nacional e dos Mundiais. Movido por uma profunda paixão pelo esporte, Jarbas dedica-se há décadas à minuciosa fabricação de réplicas da Taça da Copa do Mundo, iniciando sua jornada em 1994, o ano em que a Seleção Brasileira conquistou o tetracampeonato mundial nos Estados Unidos.

O ofício de reproduzir a mais cobiçada taça do futebol começou logo após a histórica vitória da quarta estrela e, desde então, tornou-se uma atividade contínua que atravessa mais de trinta anos. Atualmente, o artesão domina a confecção de 17 modelos distintos de troféus, abrangendo desde a icônica Taça da Copa do Mundo até as cobiçadas Taças Libertadores e do Campeonato Brasileiro. Contudo, a reprodução do troféu mundial permanece a mais requisitada por sua clientela.

A excelência do trabalho de Jarbas Meneghini transcendeu o universo do colecionismo. Ao longo de sua trajetória, ele teve a honra de entregar suas criações a nomes lendários do futebol brasileiro e mundial, como Pelé, Zico, Bebeto, Ronaldinho Gaúcho, Carlos Alberto Torres e os renomados técnicos Luiz Felipe Scolari e Carlos Alberto Parreira, consolidando o reconhecimento de sua arte.

A alta qualidade e o detalhe primoroso das peças são reflexo direto da vasta experiência profissional do artesão. Antes de se dedicar integralmente à produção das réplicas, Jarbas atuou por mais de três décadas como metalúrgico. Essa vivência no setor metalúrgico foi fundamental para o aprimoramento das técnicas empregadas na elaboração e acabamento dos troféus, garantindo um padrão de excelência.

Entre o vasto conjunto de criações de Jarbas, uma peça em particular ocupa um lugar de destaque em sua coleção pessoal. Trata-se de uma réplica autografada por Neymar, mantida sob proteção especial e considerada por ele como um dos itens de maior valor em seu acervo, simbolizando um encontro entre a paixão e o talento.

Conhecido popularmente como “Jarbas das Taças”, apelido que, segundo ele, foi difundido pelo ex-jogador Romário, o artesão não se limita à produção. Ele também se empenha em preservar e divulgar a rica história do futebol. Para isso, realiza palestras educativas em escolas, praças e parques, onde compartilha a trajetória da Copa do Mundo, a evolução dos troféus e diversas curiosidades sobre os momentos mais marcantes do torneio.

Em sua oficina caseira, Jarbas Meneghini prossegue com a confecção das réplicas que o tornaram uma figura conhecida entre admiradores do esporte e personalidades. Enquanto cumpre novas encomendas, ele mantém viva a esperança que ecoa entre milhões de brasileiros: a de ver a Seleção Nacional erguer, mais uma vez, a verdadeira Taça da Copa do Mundo.

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