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Poder Legislativo Limita Agenda de Votações a Três Semanas Antes das Eleições de Outubro

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O calendário de trabalho do Congresso Nacional será significativamente reduzido nos meses que antecedem o pleito eleitoral de outubro. As lideranças partidárias da Câmara dos Deputados comunicaram que estão agendadas apenas duas semanas de votações efetivas para agosto e setembro: a primeira ocorrerá entre os dias 10 e 14 de agosto, e a segunda, de 31 de agosto a 3 de setembro.

Tradicionalmente, o Senado Federal costuma alinhar-se às decisões da Câmara. Diante disso, projeta-se que o Poder Legislativo como um todo dedicará apenas três semanas a deliberações importantes nas doze semanas que restam até o primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro. Tal cenário sinaliza uma desaceleração considerável das atividades legislativas.

Recesso Antecipado e Acúmulo de Pautas

A semana atual representa o último período de votações antes do recesso parlamentar do segundo semestre. Apesar de a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) ainda não ter sido aprovada – o que, por lei, impediria a interrupção dos trabalhos – deputados e senadores iniciarão um período de inatividade conhecido como “recesso branco”, deixando a pauta orçamentária pendente.

Uma extensa fila de projetos aguarda análise e votação. Entre eles, destaca-se o texto que propõe o fim da escala de trabalho 6 por 1, que está paralisado no Senado há mais de um mês. A decisão de postergar a análise foi do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que indicou o adiamento da votação para o período pós-eleitoral.

Além dessas matérias, permanecem estagnados diversos outros temas relevantes. A lista inclui a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança, projetos de regulamentação da Inteligência Artificial e da atuação concorrencial de grandes empresas de tecnologia, bem como as propostas sobre Misoginia e o reajuste do teto de faturamento para Microempreendedores Individuais (MEIs).

Campanhas Eleitorais Justificam Parada Parlamentar

Não foi divulgada uma justificativa formal para a limitação das sessões legislativas. Contudo, a explicação nos bastidores do Congresso aponta para a necessidade de deputados e senadores dedicarem-se às suas campanhas eleitorais e à coordenação de aliados nos estados. Essa priorização das atividades políticas externas ao parlamento impacta diretamente a produtividade legislativa.

A primeira semana de trabalho oficial após o recesso, por exemplo, não terá votações. Essa suspensão ocorre porque os partidos estarão concentrados em concluir, até 5 de agosto, as convenções que formalizarão os candidatos que concorrerão às eleições de outubro.

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