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Incêndio Fatal em Bar de Bancoc: Número de Mortos Sobe para 30 com Foco em Negligência e Segurança

Caso aconteceu no início desta semana / Foto: Reprodução / Redes sociais

O trágico incêndio que devastou um estabelecimento noturno na capital tailandesa, Bancoc, elevou o número de vítimas fatais para 30. Autoridades informaram nesta terça-feira que as famílias continuam a aguardar o reconhecimento e a identificação de alguns dos corpos, enquanto a investigação sobre as causas e a conformidade com as normas de segurança intensifica-se.

Detalhamento da Tragédia e Balanço de Vítimas

O sinistro ocorreu na madrugada de segunda-feira, dia 13, no horário local. Inicialmente, 27 óbitos foram confirmados no mesmo dia. Posteriormente, mais três pessoas que estavam internadas em hospitais não resistiram aos ferimentos, elevando o balanço para 30 mortos. Além das fatalidades, 75 indivíduos ficaram feridos, e 24 deles permanecem em estado crítico, recebendo cuidados médicos intensivos.

O incidente atingiu o bar Rong Beer Na Lat Phrao, situado em um cruzamento movimentado de Bancoc, uma área conhecida por seus diversos bares, comércios e proximidade a estações de trem. O local era popular, especialmente nos fins de semana, atraindo multidões com música ao vivo e transmissões de eventos esportivos.

Investigação Aponta para Negligência e Falhas de Segurança

A polícia local está conduzindo uma investigação aprofundada para apurar possíveis negligências e infrações às normas de segurança que podem ter contribuído para a dimensão da tragédia. A principal hipótese para o início do fogo é um curto-circuito em um aparelho de ar-condicionado instalado no teto do estabelecimento. Apesar disso, o bar havia passado por uma inspeção de segurança em abril do corrente ano.

As autoridades buscam determinar se as saídas de emergência estavam obstruídas e se foram empregados materiais altamente inflamáveis na decoração do palco e no isolamento acústico do local. O chefe da Polícia Nacional, Kittiratt Phanphet, ressaltou que a negligência figura como a linha de investigação prioritária. O governador de Bancoc, Chadchart Sittipunt, por sua vez, garantiu à imprensa que haverá um aumento nas fiscalizações aleatórias em estabelecimentos noturnos e que um comitê foi estabelecido para revisar e aprimorar as regulamentações de segurança.

Até o momento, 34 pessoas já foram ouvidas no inquérito. A análise de possíveis acusações será feita após a completa coleta de fatos e provas. Curiosamente, o proprietário do pub está entre os internados em uma unidade de terapia intensiva (UTI) devido aos ferimentos.

A Dor das Famílias e a Busca por Respostas

No necrotério do Hospital Geral da Polícia, a angústia era palpável, com familiares e amigos buscando por seus entes. Booyaporn Sermsiri, de 51 anos, procurava sua filha, Jawaee Sermsiri, de 25, que permanece desaparecida. ‘Enquanto não a encontramos, só nos resta esperar e nos agarrar à esperança’, declarou. Ela forneceu amostras de DNA e aguarda os resultados para identificação. Segundo as autoridades, três vítimas ainda não foram formalmente identificadas.

Em frente ao que restou do Rong Beer Na Lat Phrao, o luto e a dor se misturavam à investigação pericial. Nas redes sociais, o bar emitiu um comunicado lamentando o ocorrido, pedindo desculpas e afirmando total colaboração com as investigações.

Obstáculos à Fuga e Lições do Passado

Relatos de sobreviventes indicam que o incêndio teve início na área do palco e se propagou com extrema rapidez, forçando muitos a se refugiar nos fundos do estabelecimento, próximos aos banheiros. A maioria dos corpos foi localizada nessa seção, uma situação que remete à trágica experiência do incêndio da Boate Kiss, onde vítimas também se viram encurraladas em sanitários, buscando proteção ou uma saída.

A polícia tailandesa está investigando a acessibilidade das saídas de emergência. Foi constatado que uma delas estava bloqueada por uma estante, permitindo a passagem de apenas uma pessoa por vez. Além disso, um funcionário revelou que uma porta que antes servia como rota de fuga foi trancada com ferrolho pelo proprietário, por receio de que clientes saíssem sem efetuar o pagamento. Embora pudesse ser aberta para o lado de fora, a porta estava sinalizada como ‘somente funcionários’, o que provavelmente inibiu seu uso crucial durante o pânico. A instalação elétrica do prédio, com cerca de 50 anos, também está sob análise rigorosa.

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