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Surto de Sarampo em São Paulo: Estado Reforça Vacinação e Alerta População

© Tomaz Silva/Agência Brasil

O estado de São Paulo registrou treze casos de sarampo no ano de 2026, conforme dados divulgados pela Secretaria de Estado da Saúde (SES-SP). Os diagnósticos foram confirmados em lactentes com até um ano de idade e em adultos com idades entre vinte e cinquenta anos, levando a um alerta das autoridades sanitárias para a importância da imunização.

Campanha de Dose Zero e Recomendação Ampliada

Em resposta ao cenário epidemiológico, a SES-SP, desde junho, passou a recomendar a aplicação da ‘dose zero’ da vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, rubéola e caxumba. Essa medida preventiva é direcionada a bebês entre seis meses e onze meses e vinte e nove dias, especificamente residentes nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo.

A antecipação de uma dose visa conferir proteção aos recém-nascidos ainda no primeiro ano de vida, período em que, normalmente, a primeira dose do imunizante é prevista apenas aos doze meses. A secretaria enfatiza que esta dose inicial não substitui o esquema vacinal regular estabelecido pelo Calendário Nacional de Vacinação.

Após receber a dose zero, a criança deve seguir o cronograma habitual, com a primeira dose da tríplice viral aos doze meses e a segunda, preferencialmente com a vacina tetraviral (que inclui sarampo, rubéola, caxumba e catapora), aos quinze meses. Além disso, crianças, adolescentes e adultos que não completaram as doses recomendadas devem buscar a unidade de saúde mais próxima para verificar e atualizar sua situação vacinal.

Imunização: A Chave para a Prevenção e Contenção

Manter a vacinação em dia é crucial para prevenir o sarampo, uma doença que pode afetar pessoas de todas as faixas etárias. A imunização é reconhecida como a principal ferramenta para interromper a circulação do vírus e proteger a comunidade. Tatiana Lang, diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE-SP), sublinhou a importância: “Com o aumento dos casos, a vacinação continua sendo a forma mais segura e eficaz de prevenir o sarampo.”

Ela também reforçou a necessidade de atenção aos registros vacinais: “É fundamental que pais e responsáveis verifiquem a caderneta de vacinação das crianças, e que adolescentes e adultos procurem uma unidade de saúde para atualizar o esquema vacinal sempre que necessário.”

O Sarampo: Alta Transmissibilidade e Risco de Reintrodução

A alta transmissibilidade é uma característica marcante do sarampo. Suas partículas virais podem permanecer suspensas no ar, em aerossol, por tempo prolongado, possibilitando a infecção de outras pessoas mesmo após a saída do indivíduo contaminado do ambiente.

Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), explicou que o Brasil havia alcançado a eliminação do sarampo em 2016 e, novamente, em 2024. Contudo, ele alertou que isso não anula o risco de casos esporádicos importados ou decorrentes de contaminação secundária, especialmente diante dos surtos ativos em países das Américas, como Estados Unidos, Canadá, México e Guatemala.

Segundo Kfouri, a principal lição é o fortalecimento de dois pilares essenciais: a imunização contínua e a vigilância epidemiológica rigorosa. “Precisamos manter altas coberturas vacinais, idealmente acima de 95% com as duas doses”, afirmou. Ele complementou que uma vigilância atenta assegura a identificação e o rastreamento rápidos de casos suspeitos, permitindo ações de bloqueio vacinal para impedir que infecções isoladas resultem em uma nova circulação sustentada da doença.

Para esclarecer dúvidas sobre a vacinação, a população pode consultar o portal oficial vacina100duvidas.sp.gov.br. A plataforma disponibiliza informações detalhadas sobre a eficácia dos imunizantes, eventos adversos, doenças preveníveis e os riscos associados à não vacinação.

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