
Pessoas próximas a Michelle Bolsonaro indicam que a ex-primeira-dama deve declinar o convite feito pelo presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, para retomar o comando da ala feminina da legenda. A avaliação interna é que ela não possui as condições necessárias para reassumir a liderança do PL Mulher no momento, devido à sua dedicação em cuidar do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Valdemar Costa Neto havia manifestado publicamente seu desejo de persuadir Michelle Bolsonaro a voltar à presidência do PL Mulher. Essa movimentação da cúpula partidária ocorreu em meio a um recente processo de reaproximação entre a ex-primeira-dama e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
A saída de Michelle da liderança do braço feminino do partido havia sido motivada por um rompimento com Flávio Bolsonaro. Na ocasião, ela utilizou as redes sociais para expressar que se sentiu humilhada pelo enteado, em decorrência de divergências relacionadas à formação do palanque do PL no estado do Ceará.
O cenário de “paz” foi selado nesta quinta-feira (23), após a intervenção de diversos mediadores. Flávio Bolsonaro gravou um vídeo com um pedido de desculpas à ex-primeira-dama, que, por sua vez, publicou uma nova gravação aceitando o pedido do senador.
Atualmente, Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar e está impedido de receber visitas, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida foi imposta devido ao descumprimento de cautelares judiciais.
Neste contexto, Michelle Bolsonaro é a única pessoa autorizada a ter contato direto com o ex-presidente. A condição de presidente do PL Mulher exigiria uma agenda de viagens pelo país, o que é considerado inviável pela ex-primeira-dama dadas as suas atuais responsabilidades.
