
O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, recentemente reconheceu o Sistema Único de Saúde (SUS) do Brasil como um paradigma global. Ele ressaltou o papel essencial do SUS em oferecer atendimento médico abrangente e universal a uma população superior a 200 milhões de pessoas, servindo de exemplo inspirador para outras nações.
Reconhecimento Internacional e Visita Oficial
Este importante reconhecimento ocorreu durante uma visita ao Hospital Federal do Andaraí, situado na Zona Norte do Rio de Janeiro. Tedros Adhanom Ghebreyesus foi acompanhado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e por outras autoridades de esferas estadual e municipal, sublinhando a relevância do evento. O chefe da OMS destacou que poucos países conseguem implementar um sistema público de saúde com uma extensão de cobertura tão ampla.
“O SUS figura entre os sistemas de saúde mais singulares do mundo, provendo assistência integral a toda a população. Dessa forma, assegura o acesso a serviços de saúde para indivíduos que, de outra sorte, não teriam capacidade financeira para custear tratamentos,” declarou o diretor-geral. Ele prosseguiu, afirmando que “o Brasil aponta ao mundo um modelo a ser emulado. A estrutura de saúde brasileira é universal e demonstra que a saúde é um direito para todos, e não apenas para uma elite.”
Brasil na Agenda Global de Saúde e Luta Contra Doenças
Adicionalmente ao louvor ao SUS, o Dr. Tedros enalteceu a atuação proativa do Brasil no cenário da diplomacia sanitária internacional. Mencionou a aprovação de um acordo global para pandemias e a colaboração histórica e ininterrupta entre a OMS e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), ilustrando o comprometimento brasileiro com as questões de saúde em escala planetária.
Um momento significativo da estadia foi a entrega de um dossiê, marcando o início do processo de certificação global para a eliminação da transmissão vertical da hepatite B (de mães para filhos) no Brasil, passando a ser considerada como não um problema de saúde pública. Esse marco, oficializado no Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais, é fruto de anos de trabalho árduo de profissionais de saúde, pesquisadores e comunidades em todas as regiões do país. O líder da OMS frisou: “Novamente, expresso minha gratidão ao Brasil por comprovar que a erradicação é um esforço disciplinado, e não apenas uma frase de efeito.” A agenda de Tedros no Brasil também englobou a participação na Conferência Internacional sobre HIV/Aids e encontros com o Ministério da Saúde, focados no fortalecimento da cooperação e nas estratégias de controle e erradicação de enfermidades.
Fortalecimento do SUS e Expansão da Infraestrutura de Saúde
Durante a visita ao Hospital Federal do Andaraí, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou o comprometimento governamental com a recuperação das unidades hospitalares federais do Rio de Janeiro, visando transformá-las em polos de excelência. “Não existe no planeta um país com mais de cem milhões de habitantes que disponha de um sistema de saúde universal em funcionamento com a eficácia do nosso SUS,” declarou o presidente. Ele salientou que “o SUS opera com sucesso devido à dedicação e bravura de todos os seus profissionais – de auxiliares de limpeza a enfermeiros, médicos e técnicos. Por essa razão, estamos dedicados ao seu contínuo aperfeiçoamento.”
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, enfatizou que a visita proporcionou a oportunidade de apresentar à Organização Mundial da Saúde diversas ações em desenvolvimento no âmbito do sistema público brasileiro. O ministro anunciou a ambição de “consolidar no Brasil a maior rede pública mundial de prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer.” Padilha também mencionou a ampliação da estrutura para o tratamento oncológico, incluindo a criação de novos centros de radioterapia, a expansão de programas como o Brasil Sorridente, a implementação da cirurgia robótica no SUS, aprimoramento do transporte sanitário e o reforço da atenção básica.
