PUBLICIDADE

Serviço Parcial: Greve na CPTM Afeta Linhas Coral, Safira e Jade Pelo Segundo Dia em SP

© Paulo Pinto/Agencia Brasil

Pelo segundo dia consecutivo, a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) enfrenta uma paralisação parcial em São Paulo, impactando diretamente as Linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade. A decisão de manter a greve foi tomada pelos trabalhadores na noite da última terça-feira, 4 de junho, resultando na suspensão do rodízio de veículos pela prefeitura da capital para mitigar os impactos no trânsito.

Impacto na Operação e Medidas de Contingência

A Linha 11-Coral opera de maneira restrita, circulando apenas entre as estações Palmeiras-Barra Funda e Guaianases. Para os usuários que necessitam seguir até a estação Estudantes, o transporte é feito por meio de ônibus do sistema Paese, uma alternativa emergencial para complementar o trajeto interrompido.

Similarmente, a Linha 12-Safira mantém funcionamento limitado entre as estações Brás e Engenheiro Goulart. O trecho restante, de Engenheiro Goulart a Calmon Viana, também está sendo atendido por veículos do sistema Paese, visando minimizar os transtornos aos passageiros.

Já a Linha 13-Jade, que conecta ao Aeroporto de Guarulhos, opera com intervalos significativamente maiores entre as composições. Neste corredor, o suporte do sistema Paese de ônibus igualmente auxilia no transporte dos usuários, especialmente os que se deslocam para o terminal aéreo.

Em um esforço para absorver a demanda, outras linhas do transporte público paulista tiveram a operação intensificada. As linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata do Metrô iniciaram suas atividades mais cedo, às 4h, e contam com um número ampliado de trens em circulação, tanto no metrô quanto nas linhas não afetadas da CPTM.

Reivindicações dos Ferroviários e Desdobramentos

A paralisação dos ferroviários está centrada na busca por garantias formais de emprego para os funcionários que atuavam especificamente nas Linhas 11, 12 e 13. Estas linhas foram objeto de concessão à iniciativa privada, transferidas para a gestão da empresa Trivia Trens em julho deste ano, gerando incertezas quanto ao futuro profissional dos envolvidos.

O governo do estado de São Paulo informa que, após a privatização, cerca de 1.300 dos 4.648 funcionários da CPTM ainda não foram realocados para outras funções ou setores. A administração estadual reafirma seu compromisso em assegurar a manutenção dos vínculos empregatícios de todo o quadro de colaboradores.

Contrariamente, os representantes sindicais expressam ceticismo em relação às garantias apresentadas, alegando que faltam instrumentos claros e seguros para proteger os direitos e o futuro dos trabalhadores afetados pela mudança de gestão.

Para mediar o impasse e buscar uma solução para a continuidade da greve, uma audiência de conciliação está agendada para hoje, 5 de junho, ao meio-dia. O encontro reunirá representantes do sindicato da categoria, do governo estadual de São Paulo e da própria CPTM.

Leia mais

PUBLICIDADE