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Grupo do Rio de Janeiro relata prejuízo milionário em suposto golpe de agência de turismo cearense

G1

Um grupo de treze pessoas, incluindo quatro casais e cinco crianças do Rio de Janeiro, vivenciou a frustração de um sonho de viagem internacional que se transformou em pesadelo. Eles denunciam terem sido vítimas de um golpe após contratarem um pacote turístico para o Chile com uma agência de viagens sediada em Ubajara, no interior do Ceará. O valor total do prejuízo, conforme as vítimas, ultrapassa os R$ 38 mil.

A maquiadora Stefany Rago, uma das integrantes do grupo, que planejava a jornada ao Chile há aproximadamente um ano, expressou a dor da situação. “Caímos em um golpe e estamos tendo que ver o nosso sonho virar pesadelo”, lamentou Stefany. A data prevista para o embarque, uma quinta-feira (6), não se concretizou, uma vez que nem as passagens aéreas foram emitidas, nem as hospedagens pagas, apesar de todos os valores terem sido transferidos para a Ubajara Viagens.

Posicionamento da Agência e Detalhes da Contratação

Em resposta às acusações, a agência de turismo Ubajara Viagens informou, por meio de nota, que tomou conhecimento do incidente e que a questão está sob a análise de sua assessoria jurídica. A empresa optou por não se pronunciar sobre o mérito das alegações neste momento, citando a existência de tratativas em andamento e o risco de que a exposição pública de informações parciais possa comprometer a condução adequada das medidas.

A contratação do pacote de viagem teve início em agosto do ano anterior, com o empresário José Júnior Pessoa Martins, apresentado como proprietário da agência. Stefany Rago explicou a escolha de uma agência tão distante: o empresário era um conhecido de sua mãe, que é natural da mesma cidade no Ceará. Essa conexão pessoal, baseada na confiança, foi determinante para o grupo, apesar da distância geográfica entre o Rio de Janeiro e Ubajara.

A Descoberta da Inconsistência e o Prejuízo Acumulado

Os pagamentos, que totalizaram R$ 38.611, foram distribuídos entre as integrantes do grupo: Katelen (R$ 9.555), Poliana (R$ 12.140), Stefany (R$ 8.361) e Daiane (R$ 8.555). Duas delas quitaram suas passagens à vista, enquanto as outras optaram pelo parcelamento. Contudo, ao longo dos meses, o empresário não forneceu comprovantes válidos de emissão de passagens, enviando apenas códigos de reserva que expiravam em pouco tempo.

A desconfiança se acentuou quando, após expandir a viagem e contratar serviços adicionais como hospedagem e seguro-viagem, todos negociados com a mesma agência, os comprovantes definitivos ainda não apareciam. As famílias, que economizaram durante um ano para essa viagem, mantiveram os pagamentos mesmo diante de dificuldades financeiras pessoais, como o desemprego do marido de Stefany, na esperança de concretizar o sonho de conhecer a neve.

A descoberta do suposto golpe ocorreu quando as famílias, exaustas das desculpas sobre problemas com a companhia aérea, contataram diretamente as empresas. A companhia aérea confirmou que os códigos fornecidos correspondiam apenas a reservas temporárias não pagas. O hotel no Chile, por sua vez, confirmou a reserva, mas alertou que o pagamento não havia sido efetuado e seria cobrado no momento do check-in. Stefany recordou que o empresário a colocou como responsável pelo pagamento no local, levantando o risco de o grupo, mesmo que chegasse ao destino, ficar sem hospedagem.

Diante da iminência da viagem e da ausência das confirmações, o grupo intensificou a cobrança por explicações junto à agência cearense. Segundo os relatos, o agente de viagens teria admitido dificuldades na situação, mas a concretização da viagem não ocorreu.

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