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Justiça fluminense decreta novas prisões em caso do assassinato do advogado Rodrigo Crespo

© CFTV/Redes Sociais

A Justiça do Rio de Janeiro autorizou a prisão preventiva de mais quatro indivíduos suspeitos de envolvimento na morte do advogado Rodrigo Crespo, ocorrida em fevereiro de 2024, na região central da capital fluminense. O Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), vinculado ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), foi responsável pela denúncia que resultou nos novos mandados de prisão.

Entre os alvos, o policial militar Renato Franco Lopes, conhecido como “Pitbull” e lotado no 15º Batalhão de Polícia Militar (BPM) em Duque de Caxias, teve sua prisão preventiva cumprida nesta segunda-feira (24). Outros dois acusados, o contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, vulgo “Adilsinho”, e Ryan Patrick Barboza de Oliveira, o “Motinha”, já se encontravam sob custódia, com os mandados cumpridos para eles no dia 20 de junho. Rafael Ferreira Silva, apelidado de “Cachoeira”, permanece foragido da Justiça.

Conflito de Interesses e o Mercado de Apostas Online

A denúncia detalha que “Adilsinho”, apontado como um dos líderes da nova cúpula do “jogo do bicho”, teria ordenado o assassinato do advogado Rodrigo Crespo. A motivação seria o receio de que as atividades de Crespo pudessem comprometer seus domínios no crescente e lucrativo segmento de apostas online, também conhecido como “bets”.

Na época do crime, conforme apurado pelo MPRJ, os contraventores estavam expandindo sua atuação para o mercado de “bets”, setor em que Rodrigo Crespo demonstrava grande interesse em investir. As investigações indicaram que o advogado estava buscando financiamento para a implantação de um grande empreendimento e planejava inaugurar um “sports bar” com máquinas similares a caça-níqueis, um universo historicamente controlado por bicheiros.

A apuração ainda revelou a participação específica de outros denunciados: Ryan Patrick Barboza de Oliveira foi responsável pela vigilância da vítima nos dias que antecederam o crime, identificando locais e horários propícios para a execução. Renato Franco Lopes e Rafael Ferreira Silva, por sua vez, teriam fornecido apoio operacional e monitorado Rodrigo Crespo até o momento do homicídio, permanecendo no veículo utilizado pelos executores. Análises técnicas e evidências revelaram a presença de Renato e Rafael na cena do crime e em pontos estratégicos do trajeto de fuga dos envolvidos. Foi constatado, inclusive, que ambos se dirigiram à área onde Rafael mantinha um esconderijo.

Além de acolher a denúncia de homicídio qualificado apresentada pelo Gaeco, a 3ª Vara Criminal determinou a manutenção de “Adilsinho” em um presídio federal de segurança máxima pelo prazo de três anos. O Juízo também decretou a suspensão das funções públicas e do porte de arma do policial militar Renato Franco Lopes.

Adilson Oliveira Coutinho Filho já havia sido detido em uma ação conjunta das polícias Federal e Civil em Cabo Frio, na Região dos Lagos, e posteriormente transferido para um presídio de segurança máxima em Brasília. Essa prisão prévia explica sua situação de custódia quando os novos mandados referentes ao caso do advogado Rodrigo Crespo foram expedidos.

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