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Setor de Serviços do Ceará Supera R$ 70 Bilhões em Receita e Emprega Mais de 457 Mil Pessoas

Redação O Estado CE

A economia cearense recebeu um significativo impulso do segmento de serviços não financeiros, que registrou uma movimentação de R$ 70,9 bilhões em receita bruta no ano de 2024. Este levantamento, divulgado recentemente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) por meio da Pesquisa Anual de Serviços (PAS), detalha a amplitude do setor no estado, que contabilizou 40.607 empresas ativas e gerou 457.306 postos de trabalho.

Principais Motores da Atividade Econômica

Entre os diversos subgrupos, as atividades de serviços profissionais, administrativos e complementares se destacaram como as mais influentes, contribuindo com R$ 21,7 bilhões para a receita bruta total. Este setor também foi o maior empregador, com 224.723 trabalhadores. Em seguida, o segmento de transportes, serviços auxiliares e correio apresentou uma receita de R$ 16,1 bilhões, sustentando 53.697 empregos diretos.

As atividades voltadas diretamente às famílias também demonstraram uma participação robusta na economia, alcançando R$ 11,8 bilhões em faturamento e ocupando 88.009 pessoas. Dentro dessa categoria, o conjunto de alojamento e alimentação se sobressaiu, movimentando R$ 8,5 bilhões e sendo responsável pelo sustento de 59.361 trabalhadores. Outras áreas como manutenção e reparação, ensino continuado e serviços de entrega complementam o cenário, com movimentações na casa dos milhões e milhares de empregos.

Desempenho Regional e Nacional

O Ceará consolida sua posição como um dos polos de serviços mais importantes do Nordeste. O estado contribuiu com 18,5% da receita bruta total do setor na região, posicionando-se atrás apenas da Bahia, que registrou 29% de participação, e de Pernambuco, com 21,4%. Em conjunto, os estados nordestinos acumularam R$ 383,4 bilhões em receita e 2,4 milhões de pessoas ocupadas. No panorama nacional, o setor de serviços não financeiros alcançou um faturamento bruto de R$ 3,8 trilhões, envolvendo aproximadamente 1,9 milhão de empresas e 15,9 milhões de trabalhadores, evidenciando a crescente relevância das atividades terciárias na estrutura econômica do Brasil.

Desafios em Remuneração e Produtividade

Apesar do volume expressivo de empregos gerados, o nível de remuneração no Ceará ainda se mantém abaixo da média nacional. Os custos com salários, retiradas e outras formas de remuneração somaram R$ 13,2 bilhões, com um rendimento médio equivalente a 1,6 salário mínimo. Este valor contrasta com a média brasileira, que atingiu 2,2 salários mínimos. Para o economista Helder Cavalcante, os dados da PAS sublinham que, embora o setor de serviços seja um pilar fundamental da economia cearense na criação de postos de trabalho, o grande desafio reside em transformar essa expansão em maior produtividade e renda para a população, avançando para atividades de maior valor agregado capazes de elevar a qualidade dos empregos e os salários.

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