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Polícia Civil do Maranhão Prende Treze Suspeitos em Investigação de Homicídios de Mãe e Filho

G1

A Polícia Civil do Maranhão (PC-MA) efetuou a prisão de treze indivíduos nesta sexta-feira (28), todos suspeitos de integrar uma organização criminosa. O grupo é apontado como responsável pela brutal execução de uma gestante e seu filho de quatro anos de idade no município de São João Batista, localizado na Baixada Maranhense. As vítimas foram formalmente identificadas como Samira Costa Correia e Yan Kaleb Costa Santos, cujo crime ocorreu em julho deste ano.

Desdobramentos da Operação Policial

As ordens judiciais de prisão preventiva, expedidas pela Vara Colegiada de Crimes Organizados, foram cumpridas na capital maranhense, São Luís. Os investigados já se encontravam sob custódia em estabelecimentos prisionais da cidade, devido às apurações preliminares relacionadas ao duplo homicídio. Com as novas determinações legais, os detidos passam a ser processados também pelo delito de organização criminosa, conforme estipulado na Lei nº 12.850/2013. As investigações policiais indicam que a facção atuava de maneira estruturada e coordenada na área.

A ação foi conduzida pelo Departamento de Combate ao Crime Organizado (DCCO), unidade pertencente à Superintendência Estadual de Investigações Criminais (SEIC). Este esforço integra a Operação Renorcrim (Rede Nacional de Operações de Combate ao Crime Organizado), uma iniciativa que congrega as Polícias Civis de todas as 27 unidades federativas do Brasil em um trabalho unificado contra grupos criminosos.

Relembre o Brutal Assassinato

Samira Costa Correia e seu filho Yan Kaleb Costa Santos perderam a vida em 10 de julho de 2023, em uma área rural de São João Batista, município distante cerca de 291 quilômetros de São Luís. De acordo com os elementos levantados pela investigação, homens armados invadiram propriedades que pertenciam à mesma família das vítimas. Em uma dessas residências, estavam a mulher, que estava grávida, e a criança.

Os criminosos teriam efetuado disparos contra as vítimas e, logo em seguida, ateado fogo ao imóvel. Os corpos da mãe e do filho foram encontrados carbonizados. A perícia técnica ainda está em andamento para determinar se o óbito das vítimas ocorreu em decorrência dos ferimentos de arma de fogo ou se elas estavam vivas no momento em que o incêndio foi deflagrado.

Vingança Aponta como Motivação Principal

A linha investigativa preponderante sugere que o crime hediondo teve como motivação uma ação de vingança. A polícia indicou que membros da facção criminosa procuravam Josef Abreu Santos, que é marido de Samira. A suspeita é que ele possuía ligações anteriores com a organização e, posteriormente, teria mudado de grupo. Como Josef não se encontrava na residência durante o ataque, os agressores teriam atacado os familiares presentes no local. O homem, por sua vez, nega qualquer tipo de associação com a facção.

Envolvidos na Investigação

A Secretaria de Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA) divulgou os nomes de alguns dos indivíduos que foram alvo das ordens judiciais de prisão. Entre eles estão Gabriel Vieira Trindade, também conhecido como “Miau”; Gilmarlisson Santos Duarte, com os apelidos de “Pelado” ou “Gil”; Joseandro Santos Pereira, alcunhado de “Andinho”; Luan dos Anjos Santos, conhecido como “Balotelli”; Rhuan Carlos Campos Silva, o “Ruan”; Paulo Ricardo Serra Lindoso, “Gordo”; Erinaldo Santos Pereira, “Garoto”; Thadeu Vinicius Aguiar dos Santos, “Tadeu”; Victor Gabriel Costa Cardoso, “Vitinho”; Anderson Mendes Cutrim, “Nandinho”; Mateus Costa Pinheiro; e Isaac Jorge Aroucha Mendonça.

Adicionalmente às prisões, cinco outros indivíduos que estavam sob investigação por possível envolvimento no crime faleceram durante confrontos com as forças policiais. As autoridades os identificaram como Joelson Braga Araújo, conhecido como “Macaco”; David João Gaspar Penha, o “Mucurão”; João Henrique Lindoso Silva, “João Preto”; Daniel Braga Araújo, apelidado de “Jogador 22” ou “Bonitão”; e Roberdan Fonseca Gomes. Segundo as forças de segurança, esses óbitos ocorreram em decorrência de enfrentamentos registrados no curso das operações policiais.

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