
A candidata a deputada estadual Manu Pimenta (PSB) defendeu recentemente a articulação política no Sertão Central, enfatizando que a região atravessa um momento considerado por ela como uma “oportunidade única em 100 anos” para o desenvolvimento. As declarações foram proferidas durante uma entrevista concedida ao programa Ponto de Vista, da SerTão TV, na última quarta-feira, dia 9.
Propostas para o Desenvolvimento e Regionalização
Ao apresentar suas propostas, Manu Pimenta ressaltou a regionalização das políticas públicas como um dos pilares de sua plataforma. Segundo a candidata, as particularidades e demandas do Sertão Central divergem significativamente das encontradas em outras áreas do Ceará, como o litoral ou a região do Cariri, necessitando de abordagens específicas alinhadas às características locais.
A candidata também destacou a importância de unir lideranças e apoios políticos na região, sintetizando sua campanha como um esforço pela “união do Sertão Central”. Entre os nomes citados como apoiadores e integrantes deste movimento estão o prefeito de Quixeramobim, Cirilo Pimenta; o ex-prefeito Edmilson Júnior; a prefeita de Pedra Branca, Ivonete; além de Matheus e Antônio Góes.
Investimentos em Infraestrutura e Qualificação Profissional
No âmbito do desenvolvimento econômico, Manu Pimenta chamou atenção para projetos estratégicos em andamento no Sertão Central. Ela mencionou a Ferrovia Transnordestina, o Porto Seco e o Parque de Exposição como iniciativas que convergem para impulsionar a economia local. Para a candidata, a concretização desses investimentos impõe a necessidade de preparar a população para aproveitar as novas vagas de trabalho que surgirão.
Adicionalmente à atração de novas empresas para a região, Pimenta salientou a urgência de capacitar a força de trabalho local. A preparação de jovens, mulheres e homens é vista como crucial para que estejam aptos a preencher as posições de mão de obra qualificada, contribuindo para o sucesso dos empreendimentos e para o desenvolvimento sustentável da comunidade.
Influência Familiar e Trajetória Política
Durante a entrevista, Manu Pimenta também abordou a influência da política em seu percurso pessoal e familiar. Filha do atual prefeito de Quixeramobim, Cirilo Pimenta, ela relembrou que o pai cumpre seu quinto mandato no executivo municipal e já atuou por duas vezes como deputado na Assembleia Legislativa do Ceará. Ela cresceu acompanhando de perto a dinâmica da administração pública.
Inicialmente, Manu seguiu carreira em Odontologia, mas sua aproximação mais direta com a política ocorreu após seu casamento com Matheus Góes e sua experiência em Pedra Branca. A candidata revelou que seu pai, ciente das complexidades do meio político, manifestou inicialmente resistência à sua entrada na disputa eleitoral. Contudo, ao perceber a determinação da filha em buscar um mandato, Cirilo Pimenta reviu sua posição, oferecendo apoio e bênção para que ela represente a população.
Experiência em Projetos Sociais e Representatividade Feminina
A experiência como primeira-dama de Pedra Branca foi outro ponto destacado por Manu Pimenta, período em que pôde atuar diretamente em projetos sociais, especialmente aqueles voltados para mulheres e mães atípicas. Entre as ações implementadas, ela mencionou a capacitação profissional de mais de 400 mulheres e a criação da Casa do Autista, que expandiu o atendimento de 23 para mais de 600 famílias.
A candidata também levantou a discussão sobre a sub-representação feminina na Assembleia Legislativa, onde, segundo ela, apenas nove das 46 cadeiras são ocupadas por mulheres. Defendeu veementemente a necessidade de ampliar a participação feminina em cargos de decisão, argumentando que a presença de mais mulheres é fundamental para que as dores e necessidades específicas do universo feminino sejam verdadeiramente compreendidas e endereçadas.
No que tange ao combate à violência de gênero, Manu Pimenta reconheceu a Lei Maria da Penha como um avanço fundamental, mas propôs que as políticas públicas avancem além da punição, focando intensamente na prevenção. Ela sugeriu que ações preventivas comecem na infância, envolvendo escolas e famílias na desconstrução do machismo, e que sejam implementadas medidas de proteção e acolhimento que empoderem as vítimas a recuperar sua autonomia financeira e psicológica.
