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Corpo de Universitária é Encontrado em Condomínio de Fortaleza; Mãe de Jovem Cobra Apuração

Redação

A estudante universitária Isabelle Caracristi, de 22 anos, foi encontrada sem vida no pátio de um condomínio situado no bairro Aldeota, em Fortaleza, no último domingo, 13. A circunstância exata que levou ao óbito permanece obscura e está sob investigação das autoridades competentes.

O caso, que mobilizou a 2ª Delegacia de Polícia Civil da Capital, ganhou grande visibilidade nas plataformas digitais. A repercussão se intensificou após a professora Isorlanda Caracristi, mãe da jovem, divulgar um vídeo nesta sexta-feira, 18, em que detalhava os acontecimentos e fazia um apelo por respostas. Até o momento, a Polícia Civil não divulgou informações sobre a causa da morte, nem se manifestou acerca de uma possível participação de terceiros no ocorrido. A Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) comunicou à família que o laudo cadavérico completo pode levar até 30 dias para ser finalizado.

Detalhes Revelados pela Família e Início da Investigação

Isorlanda Caracristi relatou que só tomou conhecimento da morte da filha no dia seguinte ao ocorrido. Preocupada com a ausência de mensagens habituais, as quais indicavam uma comunicação frequente entre as duas, a professora tentou contato com Isabelle. Sem sucesso, dirigiu-se ao condomínio acompanhada por familiares.

Em sua manifestação nas redes sociais, a mãe de Isabelle descreveu os últimos dias da filha, mencionando que a jovem cursava o segundo semestre de Direito e havia conquistado um estágio em um escritório de advocacia. A professora também informou que Isabelle havia iniciado um novo relacionamento e, após passar mais tempo na residência do namorado, decidiu fixar moradia no local. É importante ressaltar que essas informações constituem o relato da família e não representam conclusões oficiais da investigação policial em andamento.

Pouco antes de sua morte, Isabelle havia passado um período na casa da mãe, manifestando não estar se sentindo bem. No domingo anterior ao falecimento, ela apresentou sintomas como dor no pescoço, tosse e coriza. Isorlanda notou a filha mais apreensiva e percebeu que ela recebia diversas mensagens durante esse período. Antes de retornar ao condomínio, Isabelle teria informado à mãe que participaria de uma missa e uma procissão com o namorado e seus familiares. As últimas comunicações com a mãe incluíram uma mensagem sobre alimentos que havia deixado prontos e outra de carinho, com a frase “Mãe, eu te amo”.

Após essa última mensagem, o contato entre mãe e filha foi interrompido. Isorlanda esperou pela habitual mensagem de ‘boa noite’, presumindo que a filha tivesse ido dormir. Na manhã seguinte, ao não obter respostas, a professora tentou múltiplos contatos e procurou o namorado de Isabelle, descobrindo que havia sido bloqueada em suas redes sociais. Ao chegar ao condomínio e conversar com a administração e funcionários, foi finalmente informada sobre o falecimento da filha. Em seu relato, a mãe expressou: “Minha filha estava viva e voltou morta para os meus braços”.

Procedimentos Oficiais e Manifestações de Luto

Após a descoberta, equipes da Polícia Militar do Ceará (PMCE) e da Pefoce foram imediatamente acionadas para o local. Os exames periciais serão cruciais para elucidar as circunstâncias que cercam a morte da jovem. O corpo de Isabelle foi reconhecido oficialmente pela família na terça-feira, 15, data em que também ocorreu o sepultamento, no Cemitério Parque da Paz.

O falecimento de Isabelle Caracristi gerou uma onda de pesar e manifestações de solidariedade. A Associação dos Geógrafos Brasileiros (AGB) emitiu uma homenagem à estudante e expressou condolências à professora Isorlanda, que leciona Geografia na Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA), e aos demais familiares. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) – Subseção Sertão Central também publicou uma nota de pesar. A investigação sobre a morte da universitária segue em andamento, com as autoridades buscando clareza sobre os fatos.

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