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Datafolha: Lula Mantém Liderança com 54% no Ceará; Flávio Bolsonaro Alcança 26%

Rogeslane Nunes

Uma nova pesquisa Datafolha revelou o cenário eleitoral para a presidência da República em 2026 no estado do Ceará, indicando que Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, sustenta sua posição de liderança. O atual presidente alcançou 54% das intenções de voto entre o eleitorado cearense, superando o senador Flávio Bolsonaro (PL), que registrou 26%.

Comparado ao levantamento anterior, realizado no começo de setembro, o petista apresentou uma variação positiva de dois pontos percentuais, movendo-se de 52% para os atuais 54%. Já o senador Flávio Bolsonaro demonstrou um crescimento mais expressivo, subindo cinco pontos percentuais, de 21% para 26%.

Na sequência dos candidatos à Presidência da República no Ceará, Augusto Cury (Avante) obteve 6% das preferências. Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) empataram com 2% cada, enquanto Romeu Zema (Novo) e Samara Martins (UP) foram citados por 1% dos eleitores, respectivamente. Os demais postulantes não atingiram 1% no levantamento.

Cenário Político e Apoios no Ceará

No contexto cearense, a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva para a reeleição presidencial conta com o apoio da chapa estadual encabeçada pelo governador e postulante à reeleição, Elmano de Freitas (PT). A coalizão pró-Lula no estado inclui também figuras como o senador Cid Gomes (PSB) e a deputada federal Luizianne Lins (Rede), ambos concorrendo ao Senado neste pleito.

Em contraste, Flávio Bolsonaro não possui apoio declarado de nenhum dos principais candidatos ao governo do Ceará para a disputa pelo Palácio do Planalto. Embora seu partido, o Partido Liberal (PL), esteja coligado com Ciro Gomes (PSDB) na corrida pelo Executivo cearense, o tucano mantém a aliança restrita ao âmbito estadual, optando por não endossar nenhum nome no panorama político nacional.

Estabilidade na Aprovação do Governo Federal

O Datafolha também analisou a percepção da população cearense sobre a gestão federal. Os índices de aprovação do governo de Luiz Inácio Lula da Silva no Ceará mantiveram-se estáveis. A maioria dos entrevistados, 63%, manifestou aprovação ao trabalho do presidente, um leve recuo em relação aos 64% registrados no início do mês.

Por outro lado, 34% do eleitorado cearense declarou desaprovar o desempenho do presidente, um pequeno aumento em relação aos 33% anteriores. Uma parcela de 3% preferiu não emitir opinião, comparado aos 2% no levantamento prévio.

A pesquisa detalha que a aprovação presidencial é mais acentuada entre mulheres (67% contra 58% entre homens), em indivíduos com 60 anos ou mais (71%, frente a 58% na faixa etária de 16 a 34 anos) e entre aqueles com formação até o ensino fundamental (76%, comparado a 54% para quem possui ensino superior). Adicionalmente, o apoio é maior entre cidadãos com renda familiar mensal de até dois salários mínimos (68%, ante 55% para rendas superiores a cinco salários mínimos), em moradores do interior do estado (67% versus 57% na Região Metropolitana de Fortaleza) e entre católicos (71% contra 40% entre evangélicos). A aprovação também se mostrou significativamente mais alta entre eleitores que votam em Elmano de Freitas para governador (93%) do que entre os apoiadores de Ciro Gomes (38%).

Detalhes Metodológicos da Pesquisa

Para este levantamento, o Datafolha entrevistou um total de 1.204 eleitores no Ceará, abrangendo 59 municípios. As entrevistas foram realizadas entre os dias 14 e 17 de setembro. A margem de erro máxima estabelecida para o total da amostra é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%. A pesquisa também considerou cenários de citações espontâneas e simulações de segundo turno, onde Lula também demonstrou vantagem, e Flávio Bolsonaro apresentou o maior crescimento entre os citados espontaneamente.

É fundamental compreender que os resultados apresentados não representam valores exatos, mas sim intervalos dentro dos quais os percentuais podem variar, conforme a margem de erro. Em segmentos específicos da amostra, essa margem pode ser ainda maior. Quando os percentuais de diferentes candidatos se sobrepõem dentro da margem de erro, a pesquisa não permite afirmar com certeza qual deles está numericamente à frente.

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