PUBLICIDADE

Ciro Gomes e PSDB: Indefinição Sobre Apoio no Segundo Turno Presidencial

O POVO+

A expectativa sobre a postura de Ciro Gomes (PSDB) no cenário do segundo turno da eleição presidencial, que opõe Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), mobiliza tanto aliados quanto adversários. Recentemente, a direção nacional do PSDB divulgou um comunicado oficial, concedendo liberdade aos filiados para definirem seus posicionamentos da maneira que considerarem mais adequada.

A nota, chancelada por Aécio Neves (MG), presidente nacional da legenda, aponta que uma pesquisa interna com os diretórios estaduais do PSDB revela uma divisão. A maioria dos diretórios oscila entre a neutralidade e o respaldo ao candidato Flávio Bolsonaro. Por outro lado, um grupo que apoia o presidente Lula é identificado como uma parcela minoritária, conforme o documento partidário. Entre os apoiadores de Ciro, o cenário político ainda é de incerteza.

Em contato com a imprensa, a maioria dos aliados do político cearense indicou que aguarda uma orientação final sobre um possível apoio. O deputado estadual Felipe Mota (PSDB), que não garantiu a reeleição, declarou seu posicionamento individual em favor de Flávio Bolsonaro. Mota afirmou: ‘Minha decisão é pelo Brasil. Sou contra Lula, opto por Flávio e entendo a necessidade de reestruturar a política no Ceará’. Antônio Henrique (PSDB), por sua vez, ressaltou que seu grupo político aguarda as diretrizes dos líderes para tomar uma decisão.

Um precedente de alinhamento em eleições passadas em Fortaleza, envolvendo figuras próximas a Ciro, ocorreu em 2024, quando o ex-prefeito Roberto Cláudio (União) e seu grupo anunciaram apoio a André Fernandes (PL) no segundo turno para a prefeitura da capital cearense. Contudo, o próprio Ciro Gomes não expressou sua posição naquele momento. Não há, no entanto, garantias de que essa articulação será replicada para um eventual apoio a Flávio Bolsonaro na disputa presidencial. No primeiro turno, a estratégia de setores governistas foi associar Ciro ao candidato do PL, embora Ciro tenha mantido uma postura de neutralidade na ocasião.

Deputados do Ceará Relatam Ameaças de Facções Criminosas Durante Eleições

Paralelamente aos debates políticos, a Assembleia Legislativa do Ceará (Alece) foi palco de relatos preocupantes de parlamentares sobre ameaças e a prática de ‘pedágios’ exigidos por facções criminosas durante o último processo eleitoral. Diversos deputados estaduais não reeleitos, tanto da base governista quanto da oposição, levaram ao plenário suas experiências e as de seus aliados.

Antônio Henrique (PSDB), em um extenso discurso, detalhou ter sido alvo de múltiplas ameaças ao longo da campanha. Ele narrou a gravidade da situação: ‘Um amigo seu ligar para você e dizer ‘deputado, retirei o adesivo do meu carro, porque senão eu estava correndo risco’, é grave’. As declarações foram corroboradas por Cláudio Pinho (PSDB) e Lucílvio Girão (PSB), este último membro da base aliada. Girão enfatizou a dificuldade do cenário político cearense, afirmando: ‘Está muito difícil fazer política no Ceará, porque as facções não deixam, ameaçando as pessoas e os candidatos’.

Guilherme Sampaio (PT), líder do governo de Elmano de Freitas (PT) na Casa, manifestou solidariedade aos colegas. No entanto, ele salientou que a violência eleitoral é um problema de caráter nacional, desvinculado de ‘lado’ ou ‘ideologia’ política específica. ‘Essa ameaça não é de lado A nem lado B, não é de esquerda ou de direita’, pontuou, ao citar o caso do atentado sofrido pelo vereador governista Adail Júnior (PDT), cuja residência em Fortaleza foi alvo de disparos.

Sampaio ainda argumentou que, apesar da persistência do problema, os resultados eleitorais recentes demonstram um reconhecimento da população em relação às ações empreendidas pelo governo estadual no combate à violência. Nesse contexto, o parlamentar petista mencionou os investimentos da gestão na área de segurança pública e a recente melhora nos indicadores criminais.

Leia mais

PUBLICIDADE