
Objetivo é apoiar a prevenção do câncer de próstata e incentiva homens a realizar exames e combater o preconceito sobre o diagnóstico precoce
A fachada do Plenário 13 de Maio, da Assembleia Legislativa (Alece), permanecerá iluminada em tom azul durante todo o mês de novembro. A ação integra a campanha Novembro Azul, dedicada à prevenção e ao diagnóstico antecipado do câncer de próstata.
O farmacêutico Fernando Pinheiro, orientador da Célula de Análises Clínicas do Departamento de Saúde e Assistência Social (DSAS) da Alece, destaca a iluminação como um importante lembrete para o público masculino sobre o cuidado com a saúde. Segundo ele, a iniciativa ajuda a chamar atenção para o tema e reforça que a própria Assembleia Legislativa oferece exames por meio do Departamento de Saúde.
Na avaliação do profissional, a iluminação simbólica reforça a mensagem de autocuidado e estimula os homens a realizarem consultas e exames periódicos, essenciais para detectar o câncer ainda em fase inicial.
AÇÕES DO MÊS
Durante o mês de novembro, o DSAS realizará uma série de atividades voltadas à prevenção e ao tratamento do câncer de próstata. Entre as ações, estão a coleta do exame de PSA (Antígeno Prostático Específico) e consultas com médicos urologistas.
O departamento também promoverá rodas de conversa para discutir o medo e o preconceito que ainda cercam o exame. A recomendação é que a avaliação comece a ser feita a partir dos 40 anos, especialmente por quem possui histórico familiar da doença.
Essas ações buscam aproximar os homens dos serviços de saúde e quebrar tabus que ainda dificultam o diagnóstico precoce.
CONSCIENTIZAÇÃO
O urologista André Castelo, integrante do DSAS, ressalta que o Novembro Azul tem papel fundamental na conscientização da população. Para ele, o apoio de instituições públicas amplia o alcance da campanha e reforça a importância do cuidado preventivo.
Segundo o médico, o câncer de próstata é uma doença silenciosa e muito frequente entre os homens. Por isso, iniciativas como a iluminação de prédios e ações educativas ajudam a espalhar informação e incentivar a realização dos exames.
O especialista reforça que a detecção precoce é determinante para a cura e deve ser prioridade nas políticas públicas de saúde masculina.
DADOS ALARMANTES
No Brasil, o câncer de próstata é o segundo tipo mais comum entre os homens, representando cerca de 29% dos diagnósticos, conforme o Instituto Nacional de Câncer (Inca). Em 2023, mais de 70 mil novos casos foram estimados no País.
No Nordeste, a taxa de mortalidade é preocupante, alcançando aproximadamente 15,9 mortes a cada 100 mil habitantes — índice superior à média nacional. Esses números reforçam a necessidade de campanhas permanentes de prevenção e acesso facilitado a exames.
