
O presidente da Assembleia Legislativa do Ceará (Alece), deputado Romeu Aldigueri, ressaltou o papel estratégico dos estados nordestinos no enfrentamento das mudanças climáticas durante sua participação na COP30, realizada em Belém. Para o parlamentar, a região tem se consolidado como referência nacional em políticas públicas voltadas à transição energética e ao desenvolvimento sustentável.
Aldigueri sublinhou a atuação conjunta dos governadores nordestinos e elogiou o protagonismo do cearense Elmano de Freitas, que representou o Consórcio Nordeste nas discussões globais sobre sustentabilidade. Segundo ele, o bloco regional tem avançado de forma consistente em projetos ligados à energia limpa, especialmente nas áreas de geração eólica e solar, além de iniciativas relacionadas aos créditos de carbono.
Nordeste como vitrine da transição energética
De acordo com o presidente da Alece, a COP30 representa uma oportunidade estratégica para evidenciar as ações já implementadas na região. Ele destacou que o Nordeste tem apresentado resultados concretos na construção de um modelo de desenvolvimento ambientalmente responsável, alinhado às metas internacionais de redução de emissões.
Aldigueri ressaltou que o Consórcio Nordeste vem atuando de maneira coordenada para fortalecer políticas públicas que garantam uma transição energética justa, com impacto direto no crescimento econômico e na preservação ambiental.
Ações urgentes contra a crise climática
O parlamentar enfatizou ainda a urgência de medidas práticas e integradas para mitigar os impactos da crise climática, reforçando que o encontro — que reúne representantes de cerca de 200 países — precisa gerar compromissos efetivos.
Para Aldigueri, há conhecimento científico abundante para orientar decisões robustas dos governos. Ele defende que a cooperação internacional seja convertida em políticas públicas capazes de responder às mudanças climáticas já perceptíveis nas últimas décadas.
Compromisso com as futuras gerações
Ao tratar dos desafios globais, Aldigueri afirmou que a responsabilidade ambiental deve considerar especialmente as próximas gerações. Segundo ele, tanto o Brasil quanto o restante do planeta têm potencial para ampliar significativamente sua sustentabilidade caso haja coordenação entre governos, instituições e sociedade civil.
O deputado reforçou que o êxito da COP30 depende da capacidade dos países de transformar propostas em ações concretas. Esse, segundo ele, é o caminho para garantir um ambiente mais equilibrado para as populações atuais e futuras.
