
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga a atuação do crime organizado no Brasil deu início às suas oitivas com depoimentos de figuras-chave na segurança pública e no combate às facções criminosas. O pontapé inicial foi marcado pelos depoimentos do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, e do diretor de inteligência da corporação, Leandro Almada. As falas dos dois foram tomadas na manhã desta terça-feira (18), a partir das 9 horas.
Para quarta-feira (19), a agenda da CPI inclui o diretor de Inteligência Penal da Secretaria Nacional de Políticas Penais, Antônio Glautter de Azevedo Morais. Também prestará depoimento o promotor de Justiça Lincoln Gakiya, reconhecido por sua atuação no combate ao Primeiro Comando da Capital (PCC) desde o início dos anos 2000.
A instalação da CPI ocorreu após a repercussão de uma operação policial no Rio de Janeiro, que resultou em 121 mortes. As reuniões da comissão coincidem com a tramitação, na Câmara dos Deputados, do substitutivo do projeto de lei Antifacção, que enfrenta divergências entre governo e oposição.
O relator da CPI, senador Alessandro Vieira, já adiantou que o objetivo central é realizar um diagnóstico aprofundado sobre a atuação de facções e milícias no país, visando embasar políticas de segurança mais eficazes. A intenção é identificar as estratégias que realmente funcionam e abandonar aquelas que se mostram ineficazes.
O presidente da Comissão, senador Fabiano Contarato, expressou o compromisso de conduzir os trabalhos de forma a evitar que a CPI se transforme em um mero palco político, buscando resultados concretos para o combate ao crime organizado. Ele enfatizou a importância de dar uma resposta à população, priorizando a segurança pública como um direito fundamental e um dever do Estado, sem se deixar contaminar por viés político-partidário ou eleitoral.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
