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Enem 2025: Questões anuladas remetem a escândalo de vazamento no Ceará em 2011

G1

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025 teve três questões anuladas, conforme anúncio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) nesta terça-feira (18). A decisão foi tomada após a divulgação, por um indivíduo do Ceará, de itens similares aos da prova oficial, poucos dias antes da aplicação.

Este episódio reacende a memória de um caso ocorrido em 2011, também no Ceará, quando suspeitas de vazamento resultaram na anulação das provas de centenas de estudantes. Naquela ocasião, o Ministério da Educação (MEC) determinou a anulação das notas de 639 alunos de uma instituição particular de Fortaleza, após a constatação de que apostilas distribuídas pelo colégio continham dez questões idênticas e uma similar às do Enem daquele ano.

À época, o Inep informou que não havia ocorrido vazamento durante a aplicação das provas, mas acionou a Polícia Federal para investigar como o material da escola teve acesso aos itens. A direção do colégio alegou que as questões faziam parte de um banco de exercícios alimentado por professores, alunos e ex-alunos, e que algumas delas poderiam ter vindo de estudantes que participaram do pré-teste do Enem em 2010.

O MEC confirmou a participação de alunos da escola no pré-teste, mas ressaltou que nenhum conteúdo dessa etapa poderia ser copiado, reproduzido ou mantido pelas instituições envolvidas, já que o material deveria ser incinerado após a aplicação.

Um professor da escola, foi condenado em 2013 por fraude em certame público e estelionato, mas absolvido três anos depois. Outras quatro pessoas denunciadas pelo Ministério Público Federal no Ceará também foram absolvidas.

No caso do Enem 2025, o indivíduo responsável pela divulgação afirma ter participado do Prêmio CAPES Talento Universitário, prova opcional aplicada em concurso para estudantes do 1º ano de graduações. Ele alega ter descoberto que essas perguntas seriam utilizadas como “pré-teste” para integrarem futuras edições do Enem. O Inep não confirmou a relação entre os dois exames.

Em 2016, o professor foi absolvido das acusações relacionadas ao caso de 2011. Para os magistrados, não ficou comprovado que o professor tivesse agido com dolo ou ciência da origem das questões.

Fonte: g1.globo.com

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