PUBLICIDADE

Mulher tem fraturas no rosto após ser agredida com martelo pelo ex-companheiro no Ceará

No IJF, a mulher passou por cirurgia na mandíbula e por procedimentos de reconstrução do nariz.

A mulher, que mora em Fortaleza, estava separada do suspeito desde o início deste ano, após um relacionamento de mais de quatro anos. O casal tem três filhas, que atualmente estão sob a guarda do ex-companheiro e presenciaram toda a agressão. A vítima foi socorrida inicialmente ao Hospital Municipal de Pacajus e, devido à gravidade das lesões, transferida para o Instituto Doutor José Frota (IJF), na Capital.

Segundo familiares, o crime ocorreu após a vítima receber uma ligação informando que uma das filhas estaria sozinha na residência do suspeito, em Pacajus. Ao chegar ao local, o homem teria perguntado se ela permaneceria na casa. Diante da resposta negativa, ele começou a desferir golpes de martelo. Em seguida, arrastou a mulher até o banheiro, onde teria batido repetidas vezes a cabeça dela contra o vaso sanitário. Um cunhado da vítima ouviu os gritos de socorro e a encontrou ensanguentada, levando-a imediatamente para atendimento médico.

No IJF, a mulher passou por cirurgia na mandíbula e por procedimentos de reconstrução do nariz. A mãe da vítima, abalada, lamentou a violência sofrida pela filha. “Ele destruiu o rosto da minha filha. Até quando isso vai acontecer? Um homem achar que uma mulher é propriedade dele? Isso não existe. Ele destruiu o psicológico da minha filha”, desabafou.

A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) informou que a Polícia Civil do Ceará está apurando as circunstâncias do crime, classificado como lesão corporal grave em contexto de violência doméstica. Equipes da Polícia Militar foram acionadas e coletaram indícios que devem auxiliar na investigação.

A Delegacia de Polícia Civil de Pacajus é responsável pelo caso e trabalha para localizar o suspeito, que fugiu logo após a agressão. Até a publicação desta matéria, ele seguia foragido. Autoridades reforçam a importância da denúncia de casos de violência doméstica e lembram que informações podem ser repassadas de forma anônima aos canais oficiais da Segurança Pública.

Leia mais

PUBLICIDADE