PUBLICIDADE

Eunício está sentindo o cheiro da traição. Admitem aliados que ele já está fora da chapa majoritária de Elmano em 2026

Brasília - O presidente do Congresso Nacional, Eunício Oliveira, durante sessão para análise e votação de cinco vetos presidenciais que trancam a pauta (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Eunício Oliveira, pelo trânsito que tem no ambiente de Brasília, sabe que o deputado federal José Guimarães, frequenta e tem prestígio nas esferas de comando do PT nacional, e no Governo do presidente Lula. Ele é um dos três petistas mais importantes do Nordeste, para o presidente Lula, ao lado de Jaques Wagner, senador baiano; Wellington Dias, senador piauiense e ministro do Desenvolvimento e Assistência Social. Guimarães tem o controle do diretório estadual do PT cearense, portanto, com cacife político para ter o seu nome homologado para ser candidato ao Senado, em qualquer coligação que faça o PT, em 2026.

Há dois meses, tudo indicava que a chapa governista de candidatos ao Senado, no próximo ano, seria formada pelos deputados federais Eunício Oliveira, nome aprovado pelo senador e ministro Camilo Santana e Júnior Mano, o deputado eleito na legenda do PL, mas levado pelo senador e ex-governador Cid Gomes, para o PSB, com a promessa de ser o outro candidato a senador na chapa de Elmano. As restrições que inicialmente foram feitas ao nome de Júnior Mano já estariam superadas, em razão da determinação do senador Cid Gomes, que poderia, se não fosse atendido na sua pretensão de ter o Júnior Mano na chapa, cair fora da aliança com o PT, mesmo que não bandeasse para o candidato da oposição.

No momento que desapareceram as restrições a Júnior Mano, também ficou de lado a oposição ao nome de Guimarães, que era relacionadaa0 caso dos “dólares na cueca”. Embora ele não tenha ligação direta com o caso, até hoje, Guimarães sofre as consequências daquele crime que envolveu um ex-diretor do Banco do Nordeste do Brasil, e  um indivíduo que havia sido assessor parlamentar do deputado. Guimarães, hoje, reconhecem até os petistas que lhes faziam restrições, tem a força para ser indicado como candidato ao  Senado, no diretório estadual, e no comando nacional do PT.

Eunício Oliveira confiava na palavra dada pelo senador e ministro Camilo Santana, de que uma das vagas de candidato a senador do grupo governista seria para ele. Camilo também já tinha assegurado uma vaga de candidato ao Senado, para o empresário Chiquinho Feitosa, que mais cedo, reconheceu a impotência de Camilo para cumprir sua palavra. Camilo, antes das promessas a Eunício e a Chiquinho Feitosa, não esperava que seu antigo chefe (Cid Gomes) retornasse ao comando de algum  partido, e se posicionasse como patrocinador de alguma candidatura.

Cid, ao contrário de Camilo, tem a força política. Elmano precisa mais dele que do Camilo para lograr êxito, no seu projeto de conquistar um novo mandato. Eunício não tem força própria, agora, talvez nem até para se reeleger deputado federal. Sua salvação, para estar numa chapa majoritária, é o apoio dos petistas. O MDB cearense é muito pequeno para se impor e formar na capa majoritário dos governistas, e muito menos dos oposicionistas, embora já existam comentários de que ele já admite se recompor com Ciro Gomes, o seu principal desafeto. Dizem que Eunício já chegou até a dizer que vai retirar as ações que têm na Justiça contra Ciro. A reconciliação deles é muito difícil. Amigos de Ciro, dizem que ele quer distância do Eunício.

Leia mais

PUBLICIDADE