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Policial morta a tiro pelo companheiro no Ceará entrou na PM após sua irmã ser vítima de feminicídio

G1

A trágica morte da policial militar Larissa Gomes da Silva, de 26 anos, no Eusébio, região metropolitana de Fortaleza, chocou o Ceará. O caso, ocorrido no último fim de semana, aponta para um possível feminicídio, crime pelo qual o companheiro de Larissa, o também policial Joaquim Filho, está preso. A história de Larissa é marcada pela dor e pela busca por justiça, já que ela ingressou na Polícia Militar após sua irmã, Bianca, ser vítima de feminicídio em 2021. Agora, quase três anos depois, a agente, que buscava combater a violência contra a mulher, torna-se vítima da mesma brutalidade, deixando três filhos e uma história de luta interrompida. O caso levanta debates urgentes sobre violência doméstica e a necessidade de proteção para mulheres, inclusive dentro das forças de segurança.

Tragédia No Eusébio: Detalhes Do Crime E Prisão Do Suspeito

No último fim de semana, uma discussão entre o casal de policiais militares, Larissa Gomes da Silva e Joaquim Filho, culminou na morte da agente. Segundo o relato de Joaquim à polícia, ambos trocaram tiros durante o desentendimento, resultando em ferimentos mútuos. Larissa foi atingida no abdômen e no tórax, enquanto Joaquim foi baleado na perna.

Socorro E Constatação Do Óbito

O casal foi prontamente socorrido e levado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Eusébio, onde a morte de Larissa foi confirmada. Joaquim, por sua vez, foi transferido para o Hospital Instituto Doutor José Frota (IJF) em Fortaleza, onde permanece internado sob custódia policial. Seu quadro de saúde é considerado estável. As armas utilizadas no crime, pertencentes à corporação, foram apreendidas para investigação.

A Trajetória De Larissa Gomes Da Silva: Da Dor À Luta Na Polícia Militar

A história de Larissa é profundamente marcada pela violência de gênero. A perda de sua irmã, Bianca, vítima de feminicídio em 3 de março de 2021, no bairro Sapiranga, em Fortaleza, foi o catalisador para sua entrada na Polícia Militar. Larissa buscava, através da farda, combater o tipo de violência que ceifou a vida de sua irmã.

Ingresso Na PM E Reconhecimento Profissional

Larissa ingressou na Polícia Militar do Ceará em 22 de junho de 2022, integrando a 1ª Companhia do 15º Batalhão. Colegas de trabalho a descrevem como uma profissional exemplar, “sonhadora, dedicada e assídua”. O subcomandante da unidade, capitão Felipe Amorim, ressaltou seu profissionalismo e companheirismo. A mãe de Larissa, Fabíola Paiva, destacou a determinação da filha em superar as dificuldades e conquistar a aprovação no concurso da PM.

Relacionamento Abusivo E Histórico De Agressões

Durante o curso de formação na PM, Larissa conheceu Joaquim Filho, com quem iniciou um relacionamento que durou cerca de quatro anos. No entanto, a relação era marcada por um histórico de violência doméstica, conforme relatado pela mãe da vítima. Fabíola Paiva revelou que Joaquim era agressivo e controlador, impedindo Larissa de ter contato com amigos e filhos de um relacionamento anterior. A mãe de Larissa ainda relatou que o companheiro já havia atirado em objetos da casa, rasgado o colchão com faca e até quebrado um dente da vítima.

Agressões Físicas E Ameaças

Larissa também foi vítima de agressões físicas, incluindo coronhadas na cabeça. Ela chegou a relatar o ocorrido para uma amiga, enviando fotos dos ferimentos. A mãe da vítima também relatou ter sido ameaçada por Joaquim quando tentou denunciá-lo pelas agressões.

Conclusão

A morte de Larissa Gomes da Silva é uma tragédia que expõe a persistência da violência contra a mulher, mesmo dentro das instituições que deveriam combatê-la. O caso reforça a urgência de políticas públicas eficazes para prevenir e punir a violência doméstica, além de garantir apoio e proteção às vítimas. A história de Larissa, marcada pela dor da perda da irmã e pela busca por justiça, serve como um doloroso lembrete da importância de combater o feminicídio e todas as formas de violência de gênero.

FAQ

1. Qual foi a motivação para Larissa Gomes da Silva entrar na Polícia Militar?

Larissa ingressou na PM após sua irmã ser vítima de feminicídio, buscando combater a violência contra a mulher.

2. Qual era o histórico do relacionamento entre Larissa e Joaquim?

O relacionamento era marcado por um histórico de violência doméstica, com relatos de agressões físicas e psicológicas por parte de Joaquim.

3. Qual a situação atual de Joaquim Filho?

Joaquim Filho está preso, suspeito de feminicídio, e internado sob custódia policial em um hospital de Fortaleza.

Você não está sozinha! Se você ou alguém que você conhece está sofrendo violência doméstica, procure ajuda. Ligue para o 180, a Central de Atendimento à Mulher em Situação de Violência, ou procure uma delegacia especializada. Sua vida importa!

 

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