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Calor de 40°C no Rio eleva atendimentos de saúde diários

© Fernando Frazão/Agência Brasil

O Rio de Janeiro enfrenta uma onda de calor extremo, com temperaturas que atingem os 40°C, gerando um aumento significativo na demanda por serviços de saúde. Nos últimos três dias, a rede pública municipal registrou quase 450 atendimentos diários, totalizando 1.347 casos relacionados a sintomas provocados pelas altas temperaturas. A situação de intenso calor no Rio de Janeiro tem levado muitos cariocas e turistas às unidades de urgência, buscando alívio para tonturas, fraqueza, desmaios e queimaduras solares, que se tornaram os problemas mais recorrentes. A cidade está sob um alerta de Estágio 3, indicando a persistência de índices térmicos elevados, o que reforça a necessidade de cuidados redobrados por parte da população.

Impacto na saúde pública em meio ao calor recorde
A Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro divulgou um balanço alarmante sobre o impacto do calor intenso na saúde da população. Nos dias 23, 24 e 25 de dezembro, um total de 1.347 pessoas buscaram atendimento nas unidades de urgência da capital fluminense, com uma média de quase 450 ocorrências por dia. Os quadros mais frequentemente relatados são tontura, fraqueza e desmaios, todos possivelmente ligados ao estresse térmico provocado pelas temperaturas elevadas. Além disso, casos de queimaduras solares também contribuem para a alta demanda nos serviços de emergência, sobrecarregando a infraestrutura de saúde.

Alerta estadual e dados das UPAs
As preocupações com a saúde pública não se restringem à capital. Em nível estadual, o governo fluminense emitiu um alerta para todos os 92 municípios, destacando os perigos do calor excessivo e a necessidade de medidas preventivas. Entre 20 e 25 de dezembro, as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) em todo o estado registraram 942 atendimentos de pessoas com sintomas diretamente relacionados às altas temperaturas. Este cenário sublinha a necessidade de redobrar os cuidados e a atenção à saúde durante este período de calor extremo, que afeta diversas regiões do estado, colocando em xeque a capacidade de resposta do sistema de saúde.

Cenário climático e alertas persistentes
A cidade do Rio de Janeiro entrou em Estágio 3 de calor na tarde da véspera de Natal, 24 de dezembro, em uma escala que vai até 5. Este nível de alerta é acionado quando há registro de índices de calor elevado, variando entre 36°C e 40°C, com previsão de que essas condições persistam ou aumentem por, no mínimo, três dias consecutivos. A permanência nessas condições exige atenção máxima da população e das autoridades.

Bloqueio atmosférico e previsões de temperatura
A previsão meteorológica indica que a sexta-feira, dia 26, pode registrar uma máxima de 40°C, marcando o terceiro dia com temperaturas iguais ou superiores a essa marca em um intervalo de quatro dias na capital fluminense. A permanência dessas condições climáticas extremas é atribuída a um bloqueio atmosférico que tem atuado sobre a região, impedindo a passagem de frentes frias e a dissipação do ar quente. As projeções futuras apontam para a continuidade do calor intenso, com a possibilidade de as temperaturas atingirem até 41°C no domingo. Uma leve trégua é esperada apenas a partir de terça-feira, quando há uma pequena chance de ocorrência de chuva fraca a moderada e isolada, que poderia oferecer algum alívio térmico após dias de sol causticante.

A vida sob o sol escaldante: desafios e estratégias
O calor intenso transforma a rotina de trabalho e lazer na cidade, apresentando desafios significativos para moradores e visitantes. Para muitos, a necessidade de buscar o sustento se choca com as condições climáticas adversas, exigindo resiliência e adaptação.

Desafios dos trabalhadores ambulantes
José Otávio do Amaral Furtado, por exemplo, é um dos trabalhadores que enfrentam o sol para vender água mineral e gelo, itens essenciais em dias tão quentes. “É muito cansativo trabalhar em um sol desses, de 40° Celsius, enfrentar o sol do dia todo”, desabafa José, que percorre as movimentadas ruas da Central do Brasil, uma das áreas mais movimentadas do Centro do Rio, com seu triciclo. Para ele, o calor no Rio de Janeiro é um “massacre”, tornando a jornada de trabalho exaustiva e arriscada.

Estratégias de proteção da população
Enquanto os trabalhadores lutam contra o calor, a população busca suas próprias estratégias para se proteger. Luiza Helena da Cruz, uma aposentada de 69 anos, utiliza uma sombrinha aberta como escudo contra os raios solares durante suas caminhadas essenciais. “Eu passo bastante protetor solar, tomo bastante líquido e evito andar muito no sol. Fico mais em casa, só saio para ir à igreja ou comprar alguma coisa e volto logo para casa”, explica Luiza, detalhando sua rotina de autocuidado para mitigar os riscos do calor excessivo e garantir sua segurança.

Lazer em meio às altas temperaturas
Nas famosas praias da Zona Sul, o cenário é de multidões em busca de refresco. Calçadões, areias e o mar ficam lotados de cariocas e turistas aproveitando o período entre o Natal e o Ano Novo. Essa movimentação, embora desafiadora devido ao calor, representa uma oportunidade de renda para vendedores como Emily Vieira Freire, que trabalha há quatro meses em uma barraquinha de açaí na orla da praia do Arpoador. “Vende bastante”, ela comenta, enquanto reconhece o lado negativo: “Dá muita sede, o sol está demais, está muito calor”. A vida na cidade se adapta, mas os desafios impostos pelas altas temperaturas são inegáveis, exigindo constante vigilância e adaptação.

Recomendações essenciais para enfrentar o calor
Diante do cenário de temperaturas elevadas, a prefeitura do Rio de Janeiro reitera uma série de recomendações cruciais para a população, visando minimizar os riscos de problemas de saúde relacionados ao calor:
Hidratação constante: Aumente a ingestão de água ou de sucos de frutas naturais, sem adição de açúcar, mesmo que não sinta sede. A hidratação preventiva é fundamental para o bom funcionamento do organismo.
Alimentação leve: Opte por refeições leves e de fácil digestão, como frutas e saladas. Evite alimentos pesados que exigem mais do metabolismo para serem processados.
Vestuário adequado: Utilize roupas leves, claras e frescas, que permitam a transpiração e ajudem a regular a temperatura corporal, protegendo-se também dos raios solares.
Evite bebidas específicas: Abstenha-se de bebidas alcoólicas e aquelas com elevado teor de açúcar, pois podem contribuir para a desidratação e agravar os efeitos do calor no corpo.
Proteção solar: Evite a exposição direta ao sol, especialmente nos horários de pico, entre 10h e 16h, quando a radiação solar é mais intensa. Utilize protetor solar com fator adequado, chapéus e óculos de sol.
Busca por auxílio: Em caso de mal-estar, tontura, náuseas, dor de cabeça ou quaisquer outros sintomas que possam ser indicativos de estresse térmico ou insolação, procure imediatamente uma unidade de saúde mais próxima. Não hesite em buscar ajuda profissional para evitar complicações graves.

Persistência do calor e a vigilância necessária
A onda de calor no Rio de Janeiro persiste, com impactos significativos na saúde pública e no cotidiano da população. O aumento expressivo nos atendimentos médicos devido a sintomas relacionados ao calor sublinha a gravidade da situação e a necessidade de medidas preventivas eficazes. Enquanto a cidade se adapta e busca formas de enfrentar as altas temperaturas, a adesão às recomendações de hidratação, proteção solar e busca por auxílio médico em caso de necessidade torna-se mais crucial do que nunca. A previsão de continuidade do calor extremo exige vigilância constante e a colaboração de todos para mitigar os riscos e garantir o bem-estar coletivo frente a este desafio climático.

Perguntas frequentes
1. Quais são os principais sintomas relacionados ao calor intenso que exigem atenção médica?
Os sintomas mais comuns que indicam problemas de saúde relacionados ao calor são tontura, fraqueza, desmaios e queimaduras solares. Em casos mais graves, podem ocorrer náuseas, vômitos, dor de cabeça intensa, confusão mental e cãibras. É fundamental procurar uma unidade de saúde ao sentir qualquer um desses sinais, pois podem indicar quadros como exaustão por calor ou insolação.

2. O que significa o Estágio 3 de calor no Rio de Janeiro?
O Estágio 3 de calor é um nível de alerta que indica a ocorrência de índices de calor altos, geralmente entre 36°C e 40°C, com previsão de que essas condições permaneçam ou se intensifiquem por pelo menos três dias consecutivos. Neste estágio, a população é orientada a redobrar os cuidados e seguir rigorosamente as recomendações de saúde e segurança divulgadas pelas autoridades.

3. Quais são as principais recomendações para se proteger do calor excessivo?
As principais recomendações incluem aumentar a ingestão de água e sucos naturais, consumir alimentos leves como frutas e saladas, usar roupas leves e claras, evitar bebidas alcoólicas e açucaradas, e proteger-se da exposição direta ao sol, principalmente entre 10h e 16h. Além disso, é crucial buscar ambientes frescos e ventilados e, em caso de mal-estar, procurar atendimento médico imediatamente.

Mantenha-se informado sobre as condições climáticas e siga as orientações de saúde para garantir seu bem-estar. Em caso de necessidade, procure imediatamente uma unidade de saúde.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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