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Bolsonaro em observação após cirurgia, alta prevista para quinta-feira

© Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ex-presidente Jair Bolsonaro permanece sob estrita observação médica por um período mínimo de 48 horas, após ter sido submetido a uma nova intervenção cirúrgica na última segunda-feira (29), em Brasília. Este procedimento visou tratar crises de soluços persistentes, por meio do bloqueio do nervo frênico esquerdo, responsável pelo controle do diafragma. A operação, concluída por volta das 15h, dá continuidade a um tratamento iniciado no sábado (27), quando o mesmo procedimento foi realizado no lado direito do nervo. Segundo os médicos, o quadro clínico do ex-presidente é estável, mas requer atenção contínua para monitorar a evolução e evitar possíveis complicações, em um cenário que envolve um histórico médico complexo.

Detalhes da recente intervenção cirúrgica

A saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro tem sido motivo de atenção, especialmente após a série de procedimentos médicos a que foi submetido. A mais recente cirurgia, focada no bloqueio do nervo frênico esquerdo, representa uma etapa crucial no tratamento de soluços persistentes, uma condição que tem impactado significativamente seu bem-estar.

A natureza dos soluços persistentes e o procedimento

As crises de soluços manifestadas pelo ex-presidente são classificadas pelos médicos como “soluços persistentes ou intratáveis”, uma condição rara e, por vezes, debilitante. Segundo o cardiologista Brasil Caiado, tais episódios são frequentemente decorrentes de doenças do trato gastrointestinal e problemas na região abdominal. Bolsonaro, conforme informações médicas, convive com ambas as condições, o que torna o tratamento mais complexo e específico.

A intervenção cirúrgica teve como objetivo bloquear o nervo frênico, que desempenha um papel fundamental no controle do diafragma, músculo essencial para a respiração e que, quando irritado, pode causar os soluços. O procedimento foi realizado primeiramente no lado direito do nervo no sábado (27), seguido pela intervenção no lado esquerdo na segunda-feira (29). Essa abordagem bilateral sugere a intensidade e a persistência do problema. Além da cirurgia, o plano de tratamento inclui um rigoroso controle alimentar e medicação específica para gerenciar as causas subjacentes dos soluços.

O cirurgião Cláudio Birolini enfatizou a necessidade de um período de observação de pelo menos 48 horas após a cirurgia. “A gente precisa de pelo menos de 48 horas para avaliação de resultados, complicações, etc. Esse tempo será aguardado, independente de qualquer coisa”, assegurou o médico, ressaltando a importância do acompanhamento pós-operatório para garantir a eficácia do procedimento e a segurança do paciente.

Quadro clínico e perspectivas de recuperação

A equipe médica que acompanha Jair Bolsonaro no Hospital DF Star, em Brasília, tem fornecido atualizações sobre seu estado de saúde, que é considerado estável. No entanto, a complexidade dos procedimentos e o histórico médico do ex-presidente exigem um monitoramento constante.

Observação e próximos passos médicos

Após as cirurgias no nervo frênico, a fase de observação é primordial. Durante este período, os médicos avaliam a resposta do corpo ao tratamento, a diminuição dos episódios de soluço e a ausência de intercorrências. Ainda está prevista a realização de uma nova endoscopia digestiva alta, que pode ocorrer na terça-feira (30) ou quarta-feira (31), a fim de investigar a saúde do trato gastrointestinal e verificar possíveis causas subjacentes dos soluços persistentes.

A expectativa da equipe médica, segundo o cirurgião Cláudio Birolini, é que, se não houver novas complicações, o ex-presidente possa receber alta hospitalar até a quinta-feira, dia 1º de janeiro. Essa projeção otimista depende diretamente da evolução favorável do quadro clínico e da ausência de eventos adversos. Nos últimos dias, Bolsonaro também enfrentou uma crise de pressão alta, que, felizmente, já foi controlada e estabilizada pela medicação.

Histórico de internações e condições médicas

A atual internação de Jair Bolsonaro no Hospital DF Star, na capital federal, iniciou-se em 24 de dezembro. No dia de Natal, 25 de dezembro, ele foi submetido a uma cirurgia para correção de hérnia inguinal. Este é mais um procedimento em um histórico médico que inclui diversas intervenções e acompanhamentos desde o atentado sofrido em 2018.

Um aspecto particular e relevante desta internação é que ela ocorre após uma autorização especial. O ex-presidente foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a deixar a Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde, segundo informações divulgadas, estaria cumprindo pena de 27 anos e três meses de prisão pela condenação em uma trama golpista. Esta condição peculiar adiciona uma camada de complexidade ao cenário de sua saúde e à gestão de sua permanência hospitalar.

Acompanhamento médico intensivo

A recuperação do ex-presidente Jair Bolsonaro segue sob um rigoroso acompanhamento da equipe médica do Hospital DF Star, em Brasília. A combinação de tratamentos especializados para soluços persistentes, incluindo o bloqueio do nervo frênico, e o gerenciamento de outras condições preexistentes, como a hérnia inguinal e a pressão alta, reflete a complexidade de seu quadro de saúde. A expectativa de alta até 1º de janeiro é um indicativo positivo, embora condicionado à ausência de novas intercorrências e à completa estabilização de seu estado. A comunidade e a imprensa permanecem atentas aos próximos comunicados da equipe médica sobre a evolução do ex-presidente.

Perguntas frequentes

Qual o motivo principal da internação mais recente de Bolsonaro?
O ex-presidente Jair Bolsonaro foi internado para tratar crises de soluços persistentes ou intratáveis, uma condição rara que requer intervenção médica especializada.

Quais procedimentos médicos foram realizados recentemente?
Jair Bolsonaro foi submetido a duas cirurgias para bloqueio do nervo frênico (primeiro o lado direito, depois o lado esquerdo) para controlar os soluços. Além disso, ele passou por uma cirurgia de hérnia inguinal em 25 de dezembro e tem uma endoscopia digestiva alta programada.

Quando Bolsonaro pode ter alta hospitalar?
A equipe médica prevê que, se não houver novas intercorrências e seu quadro clínico permanecer estável, o ex-presidente poderá receber alta até a quinta-feira, dia 1º de janeiro.

Qual a condição geral de saúde do ex-presidente no momento?
O quadro clínico de Jair Bolsonaro é considerado estável pelos médicos. A pressão alta que o acometeu foi controlada, e ele está em observação para monitorar a recuperação das cirurgias.

Mantenha-se informado sobre os desdobramentos da saúde do ex-presidente e outros fatos relevantes acompanhando nossas atualizações.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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