
Em 2023, o estado do Rio de Janeiro contará com 26 feriados municipais, que incluem datas comemorativas locais e feriados nacionais. Isso poderá resultar em uma perda significativa de mais de R$ 2 bilhões nas vendas do comércio varejista do estado. O faturamento médio mensal do setor é de R$ 1,4 bilhão, com a cidade do Rio de Janeiro gerando aproximadamente R$ 700 milhões desse total, conforme dados divulgados pelo Sindicato dos Lojistas do Comércio do Município do Rio de Janeiro (SindilojasRio).
Efeito dos Feriados nas Operações Comerciais
O impacto dos feriados é particularmente significativo, pois diversas datas importantes coincidem com dias úteis. Isso pode resultar em ‘enforcamentos’, onde muitos estabelecimentos optam por não abrir, reduzindo o fluxo de clientes nas ruas e, consequentemente, nas lojas. Também é relevante considerar os 52 domingos do ano, durante os quais grande parte do comércio permanecerá fechada.
Além disso, 2026 trará desafios adicionais para o comércio, pois será um ano marcado pela Copa do Mundo e eleições, eventos que poderão afetar negativamente as vendas.
Outro aspecto a ser considerado é a lucratividade, que é medida pela relação entre os custos de operação e as receitas geradas. Essa análise é especialmente pertinente para os shoppings e o comércio de rua, que frequentemente funcionam durante os feriados e se concentram na venda de produtos essenciais.
Aldo Gonçalves, presidente do SindilojasRio, destaca a importância dos feriados, mas alerta para a preocupação com o número excessivo deles. Segundo ele, sem acordos coletivos que permitem a abertura em feriados e a concorrência com o comércio eletrônico, as perdas financeiras poderiam ser ainda mais acentuadas.
Gonçalves também observa que o excesso de feriados prejudica as operações comerciais, reduzindo a circulação de mercadorias e o fluxo de caixa. Lojistas de menor porte, que já enfrentam dificuldades, são especialmente impactados por essa dinâmica, já que muitos não abrem nos finais de semana e feriados.
Durante os feriados, as despesas das famílias tendem a se concentrar em lazer e turismo, aumentando a concorrência com bares, restaurantes e atividades turísticas, o que pode desviar a atenção dos consumidores das compras tradicionais.
