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Ministro de Minas e Energia solicita ação imediata para vazamento em mina da Vale

© Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, enviou um ofício à Agência Nacional de Mineração (ANM) nesta segunda-feira (26), exigindo uma resposta rápida e eficaz para o extravasamento de água que ocorreu na mina Viga, localizada em Congonhas, Minas Gerais.

Conforme informações da prefeitura de Congonhas, não houve vítimas, mas o incidente causou danos ambientais significativos ao atingir o Rio Maranhão.

Cobrança de medidas preventivas

No documento encaminhado à ANM, Silveira enfatizou a necessidade de uma solução concreta para o problema, mencionando a possibilidade de interdição das operações da mina, se necessário, para proteger as comunidades locais e o meio ambiente.

O ministro também solicitou a abertura de um processo para investigar responsabilidades e acionou os órgãos competentes em níveis federal, estadual e municipal para a fiscalização e possível penalização da empresa.

Este foi o segundo ofício enviado pelo ministro à ANM, sendo que o primeiro foi datado de 25 de outubro, quando um extravasamento de água e sedimentos foi registrado na mina Fábrica, também da Vale, entre Ouro Preto e Congonhas.

Nesse caso, a água extravasada, que continha sedimentos e rejeitos de mineração, causou um impacto ambiental, mas não resultou em vítimas. Estima-se que 263 mil metros cúbicos de água turva tenham vazado.

Impactos e apurações

A prefeitura de Ouro Preto relatou que o incidente ocorreu em uma área rural, distante do centro histórico e em uma região pouco habitada. Apesar de não haver vítimas, o extravasamento afetou a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), resultando no alagamento de algumas áreas da empresa.

A CSN confirmou que o alagamento ocorreu em setores de sua unidade Pires, que incluem o almoxarifado e as oficinas mecânicas.

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) está investigando o extravasamento da mina Fábrica. Em comunicado, o MP declarou que está monitorando a situação e já requisitou informações das defesas civis de Congonhas e Ouro Preto.

Uma equipe do Núcleo de Combate aos Crimes Ambientais (Nucrim) realizou uma visita ao local e está elaborando um relatório preliminar sobre o incidente.

Em resposta, a Vale afirmou que os extravasamentos nas minas foram contidos e que não houve feridos. A empresa destacou que as operações das barragens na região permanecem estáveis e seguras, sendo monitoradas continuamente.

A Vale também ressaltou que realiza inspeções e manutenções periódicas, especialmente durante períodos de chuvas intensas, e que as causas dos extravasamentos estão sendo investigadas para prevenir ocorrências futuras.

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