
A Justiça Eleitoral do Paraná condenou 14 vereadores de Francisco Alves por envolvimento em um esquema de compra de votos, resultando na anulação de 64,5% dos votos válidos para o cargo nas eleições municipais de 2024. O esquema incluía a distribuição de ‘vales-combustível’ em troca de apoio eleitoral.
Consequências da Condenação
Os vereadores condenados enfrentam inelegibilidade por um período de oito anos a partir das eleições de 2024, além da perda dos votos que receberam. Caso a decisão seja ratificada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná, a Câmara Municipal perderá sete de seus nove vereadores eleitos, anulando também os 3.055 votos que os 14 candidatos envolvidos no esquema obtiveram.
Esquema de Compra de Votos
A investigação que levou à condenação foi iniciada após denúncias do Ministério Público do Paraná (MPPR). De acordo com a Promotoria de Justiça de Iporã, os candidatos criaram um sistema de abuso de poder econômico através da entrega de ‘vales-combustível’ a eleitores para garantir votos.
Relação com a Chapa Majoritária
Entre os denunciados estão também o prefeito e o vice-prefeito da cidade, mas o juiz responsável pela decisão considerou que não havia provas suficientes para implicá-los diretamente no esquema de compra de votos. O juiz destacou que a propriedade do posto de combustíveis que emitia os vales pertencia à família do prefeito, mas isso não era suficiente para comprovar sua participação nas irregularidades.
Futuro da Câmara Municipal
Os vereadores condenados ainda têm a possibilidade de recorrer da decisão e permanecem em seus cargos até que todos os recursos sejam julgados. A definição sobre como as vagas na Câmara Municipal serão ocupadas, caso a decisão seja confirmada, ficará a cargo do Tribunal Regional Eleitoral, que poderá determinar a recontagem de votos.
