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Aeronautas podem deflagrar greve a partir de 1º de janeiro

© Marcelo Camargo/Agência Brasil

A categoria dos aeronautas, composta por pilotos, copilotos, comissários de bordo e demais empregados que atuam a bordo de aeronaves comerciais regulares, enfrenta dias decisivos que podem culminar em uma greve nacional a partir de 1º de janeiro de 2026. A iminente paralisação é resultado de um impasse nas negociações salariais e de condições de trabalho com as empresas aéreas. Embora uma nova proposta tenha sido apresentada e mediada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), a sua aceitação depende agora do voto dos próprios profissionais. A decisão final será tomada em uma série de assembleias cruciais, que definirão se os céus brasileiros enfrentarão uma interrupção nos serviços no início do próximo ano. A situação mobiliza o setor e gera apreensão entre passageiros e companhias aéreas.

Processo decisório: assembleias e negociações

A possibilidade de uma greve nacional dos aeronautas, agendada para iniciar em 1º de janeiro de 2026, está intrinsecamente ligada ao desfecho de um complexo processo de negociação e deliberação sindical. O Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), representante da categoria, tem liderado as discussões com o Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea), buscando um acordo que satisfaça as demandas dos trabalhadores por melhores condições salariais e benefícios. A mediação do Tribunal Superior do Trabalho (TST) tornou-se um pilar fundamental neste diálogo, buscando convergir os interesses das partes e evitar uma paralisação que poderia impactar significativamente o transporte aéreo no país.

A atual fase decisória envolve duas assembleias cruciais. A primeira, de caráter online, permite que os aeronautas votem sobre a nova proposta salarial construída no TST. Esta votação está programada para ocorrer entre os dias 26 e 28 de dezembro de 2025. Caso a proposta seja rejeitada nesta primeira etapa, uma segunda assembleia, desta vez presencial, já está agendada para o dia 29 de dezembro de 2025, na capital paulista. Esta última assembleia será o palco para a eventual deliberação pela deflagração da greve, caso o acordo proposto não seja aceito pela maioria dos filiados. A tensão é palpável, e a participação da categoria se mostra essencial para o futuro do movimento.

Nova proposta salarial em avaliação

A proposta mais recente, que está sob escrutínio dos aeronautas, foi elaborada em uma audiência conjunta no Tribunal Superior do Trabalho (TST) e representa um esforço para encontrar um ponto de equilíbrio entre as demandas da categoria e as possibilidades das empresas. Conforme detalhado pelo TST, o pacote inclui um aumento salarial total de 4,68%. Este percentual é composto pela recomposição integral da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), acrescida de um ganho real de 0,5%. Tal composição busca garantir que o poder de compra dos salários seja mantido, com um pequeno acréscimo real.

Além do reajuste salarial, a proposta abrange a atualização de outros benefícios vitais para os profissionais. O vale-alimentação, por exemplo, teria um reajuste de 8%, um aumento superior ao proposto para os salários. Outros “demais itens” que compõem o acordo coletivo também seriam ajustados, embora os detalhes específicos não tenham sido amplamente divulgados, eles geralmente incluem cláusulas referentes a planos de saúde, seguros e outras condições de trabalho. Tiago Rosa, presidente do SNA, enfatizou a importância da nova rodada de negociações no TST, afirmando que a entidade compareceu com “muita boa fé” para buscar uma solução, mas reiterou a prontidão da categoria para a greve caso a proposta seja recusada.

Impacto e perspectivas da paralisação

A possibilidade de uma greve dos aeronautas a partir de 1º de janeiro de 2026 representa uma ameaça significativa para o transporte aéreo nacional. Uma paralisação desta magnitude poderia causar um efeito cascata de atrasos e cancelamentos de voos em todo o Brasil, afetando milhares de passageiros, especialmente aqueles que planejam viagens no início do ano. O setor aéreo, que já enfrenta desafios constantes, teria de lidar com prejuízos operacionais e de imagem, enquanto o impacto econômico se estenderia a toda a cadeia produtiva ligada ao turismo e negócios.

As perspectivas das partes envolvidas refletem a delicadeza do momento. O Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA) tem sido claro em sua posição: a categoria está organizada e preparada para deflagrar a greve se a proposta atual for rejeitada. O presidente do SNA, Tiago Rosa, fez questão de sublinhar esta ressalva, garantindo que “estamos prontos para greve”. Por outro lado, o Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea) expressou publicamente sua expectativa de que a proposta seja aceita pelos aeronautas. Em nota, o Snea mencionou os “avanços alcançados nas negociações” e indicou que, caso aprovada, as assinaturas do acordo ocorreriam no dia 30 de dezembro de 2025, selando o pacto e afastando o risco de paralisação.

O cenário de uma greve nacional

Se a greve for deflagrada a partir de 1º de janeiro de 2026, o cenário para o transporte aéreo no Brasil será de grande incerteza. A paralisação dos pilotos, copilotos, comissários e demais tripulantes de voos comerciais significaria a impossibilidade de operar a maioria das rotas domésticas e internacionais. Embora a legislação brasileira exija a manutenção de um percentual mínimo de serviços essenciais em caso de greve em setores estratégicos como o transporte, a redução drástica da capacidade operacional ainda causaria enormes transtornos.

As companhias aéreas seriam forçadas a reorganizar suas malhas, cancelar voos e buscar alternativas para os passageiros, como remarcações ou reembolsos. A comunicação com os consumidores seria intensificada, visando minimizar o impacto e fornecer informações atualizadas. Para o governo, a situação exigiria uma atenção especial para monitorar o cumprimento das leis trabalhistas e garantir que os direitos dos consumidores sejam protegidos. O cenário de uma greve nacional não apenas prejudicaria a imagem do setor, mas também geraria perdas financeiras significativas para empresas e a economia em geral, destacando a urgência de uma resolução pacífica e acordada.

Conclusão

A categoria dos aeronautas, representada pelo Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), encontra-se em um momento decisivo que poderá redefinir as condições de trabalho e o futuro do transporte aéreo no Brasil. A balança entre a aceitação de uma nova proposta salarial e a deflagração de uma greve nacional a partir de 1º de janeiro de 2026 está nas mãos dos próprios profissionais, que votarão online entre 26 e 28 de dezembro de 2025. Caso a proposta seja rejeitada, a assembleia presencial de 29 de dezembro se tornará o ponto crítico para a decisão final. Com o Tribunal Superior do Trabalho (TST) mediando as negociações e a expectativa do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea) pela aprovação, o país aguarda os próximos capítulos dessa importante disputa trabalhista.

Perguntas frequentes (FAQ)

1. Quando a greve dos aeronautas poderá ser deflagrada?
A greve poderá ser deflagrada a partir de 1º de janeiro de 2026, caso a nova proposta salarial seja rejeitada pela categoria nas assembleias programadas.

2. Quais são os principais pontos da nova proposta salarial?
A proposta inclui um aumento salarial de 4,68%, que é a recomposição integral da inflação pelo INPC mais um ganho real de 0,5%. Além disso, prevê um reajuste de 8% no vale-alimentação e outras cláusulas do acordo coletivo.

3. Qual o papel do Tribunal Superior do Trabalho (TST) nessas negociações?
O TST atuou como mediador entre o Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA) e o Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea). Foi em uma audiência no TST que a nova proposta salarial foi construída “em conjunto” pelas partes, buscando evitar a paralisação.

4. O que acontece se a proposta for aceita?
Se a proposta for aceita nas assembleias, as partes envolvidas – SNA e Snea – darão prosseguimento às assinaturas do acordo coletivo no dia 30 de dezembro de 2025, afastando assim a possibilidade de greve.

5. Quem são os aeronautas envolvidos na potencial greve?
Os aeronautas incluem pilotos, copilotos, comissários de bordo e todos os demais profissionais que trabalham a bordo de aeronaves em voos regulares comerciais.

Mantenha-se informado sobre os desdobramentos desta situação crítica para o setor aéreo e planeje suas viagens com antecedência, considerando os próximos anúncios do Sindicato Nacional dos Aeronautas.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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