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Apagão na Grande SP: 835 mil imóveis sem energia 50 horas depois

G1

A Grande São Paulo enfrenta um cenário desafiador quase 50 horas após ser atingida por um vendaval de proporções históricas. Cerca de 835 mil imóveis permanecem sem energia elétrica na manhã desta sexta-feira, dia 12. A capital paulista lidera o número de afetados, com 589 mil endereços às escuras, evidenciando a extensão do problema. Cidades como Juquitiba e Itapecerica da Serra registram os maiores percentuais de unidades sem serviço, com 39% e 33% respectivamente, somando mais de 22 mil imóveis apenas nesta última. O fenômeno climático, caracterizado por rajadas de vento de até 96 km/h, impactou profundamente a região, paralisando serviços essenciais e gerando transtornos significativos para milhões de moradores. O restabelecimento é complexo e exige a reconstrução de partes da infraestrutura.

A dimensão do apagão e seus epicentros

Números alarmantes e cidades mais afetadas

Quase 50 horas após o vendaval que atingiu diversas cidades da Grande São Paulo, a Região Metropolitana ainda contabiliza 835 mil imóveis sem fornecimento de energia elétrica. Os dados foram atualizados às 06h desta sexta-feira. A capital paulista concentra a maior parte dos endereços afetados, com 589 mil unidades às escuras, demonstrando a severidade da interrupção.

Em uma análise percentual, algumas cidades da Grande São Paulo apresentam uma situação ainda mais crítica. Juquitiba, por exemplo, registra 39% de seus imóveis sem energia. Itapecerica da Serra segue com 33% de seus endereços afetados, totalizando 22,4 mil imóveis. Taboão da Serra e Embu das Artes também figuram entre os municípios com os maiores índices de residências e comércios sem eletricidade.

O evento meteorológico teve início na manhã de quarta-feira, dia 10, quando ventos fortes com rajadas de até 96 km/h atingiram a capital e a região metropolitana. A falta de energia tem provocado uma cascata de problemas, impactando diretamente serviços essenciais como o funcionamento de semáforos, o abastecimento de água e a mobilidade urbana, transformando o dia a dia dos paulistanos em um desafio constante.

A concessionária responsável pelo serviço informou que não há um prazo definitivo para a normalização completa do fornecimento de energia. Em algumas localidades, a situação é mais complexa, exigindo a reconstrução completa da rede elétrica, o que inclui a substituição de postes, transformadores e, em certos casos, a instalação de quilômetros de cabos. A empresa atribuiu a interrupção a um ciclone extratropical e a um vendaval histórico, com ventos de até 98 km/h, que durou cerca de 12 horas e derrubou árvores, galhos e outros objetos sobre a infraestrutura elétrica.

Vinte e quatro municípios foram afetados pelos ventos fortes de quarta-feira, com registros de interrupções no abastecimento. São eles: Barueri, Carapicuíba, Cajamar, Cotia, Diadema, Embu-Guaçu, Embu, Itapecerica da Serra, Itapevi, Jandira, Juquitiba, Mauá, Osasco, Pirapora do Bom Jesus, Rio Grande da Serra, Ribeirão Pires, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, São Lourenço da Serra, Santo André, Santana de Parnaíba, São Paulo, Taboão da Serra e Vargem Grande.

Consequências em cadeia e a resposta da concessionária

Impactos na infraestrutura e na vida urbana

O apagão generalizado gerou impactos significativos na infraestrutura da cidade e na rotina de seus habitantes. Semáforos desligados e um trânsito caótico foram a tônica das últimas horas. Pelo menos 218 semáforos estavam inoperantes, contribuindo para uma lentidão de mais de 570 km nas vias entre 7h e 10h. Posteriormente, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) registrou 263 semáforos apagados por falta de energia, além de dois com falhas e zero em amarelo piscante, culminando em uma lentidão recorde de 811 km na cidade. Para tentar mitigar o problema, 320 viaturas e 793 agentes de trânsito foram mobilizados.

O transporte público também sofreu as consequências. Linhas de ônibus tiveram seus percursos prejudicados pelos congestionamentos. Nos aeroportos de Congonhas e Guarulhos, mais de 300 voos foram cancelados desde a quarta-feira, com diversos atrasos adicionais.

O abastecimento de água foi outro serviço essencial impactado. A Sabesp alertou para falhas no bombeamento em vários bairros da capital, incluindo Americanópolis, Cangaíba, Parelheiros, Parque do Carmo, Vila Clara, Vila Formosa e Vila Romana.

A queda de árvores foi um dos efeitos mais visíveis da ventania. Foram registradas 336 árvores caídas na capital, sendo que 267 atendimentos foram finalizados. Em 55 ocorrências, as equipes aguardam o apoio da concessionária de energia para a remoção segura.

A comunicação com os clientes sobre o prazo para restabelecimento da energia tem sido um ponto de atrito. Clientes que utilizaram o aplicativo da empresa reportaram previsões variáveis. Uma moradora da Zona Sul de São Paulo, em Santo Amaro, viu o prazo mudar de 12h para 13h em questão de minutos. Há também relatos de dificuldades para acessar as informações ou até mesmo para fazer capturas de tela das previsões.

Um diretor regional da concessionária afirmou em entrevista que a empresa estava preparada para um evento climático, mas não para a duração prolongada dos ventos. Ele destacou que a situação atual é “completamente diferente das outras crises”. Para esta quinta-feira, a previsão indicava ventos de até 60 km/h. Apesar dos esforços para normalizar o fornecimento “o quanto antes”, o diretor optou por não dar um prazo exato para o retorno da luz durante a entrevista, reiterando que o trabalho é árduo e continuará dia e noite.

Conclusão

O apagão em larga escala que assola a Grande São Paulo, resultado de um vendaval sem precedentes, configura-se como um dos maiores desafios recentes para a infraestrutura e a população da região. Com centenas de milhares de imóveis sem energia por quase 50 horas, os impactos reverberam em todos os setores, desde o trânsito caótico e serviços essenciais interrompidos até a comunicação e o cotidiano dos cidadãos. A complexidade do restabelecimento exige tempo e recursos, e a concessionária se esforça para mitigar os danos, enquanto a população aguarda ansiosamente a normalização da situação.

Perguntas frequentes

Quantos imóveis estão sem energia na Grande São Paulo?
Cerca de 835 mil imóveis na Grande São Paulo, incluindo a capital, permanecem sem energia elétrica quase 50 horas após o vendaval.

Qual a principal causa da interrupção do fornecimento de energia?
A principal causa é o vendaval histórico, classificado como um ciclone extratropical, que atingiu a região com rajadas de vento de até 98 km/h, derrubando árvores e objetos sobre a rede elétrica.

Quando a energia será restabelecida em todas as áreas afetadas?
A concessionária informou que não há um prazo exato para a normalização completa, especialmente em áreas que necessitam de reconstrução total da rede elétrica, incluindo substituição de postes e transformadores. Os trabalhos seguem intensos, dia e noite.

Quais cidades foram mais afetadas percentualmente?
Juquitiba e Itapecerica da Serra registraram os maiores percentuais de imóveis sem energia, com 39% e 33% de suas unidades afetadas, respectivamente.

Quais serviços essenciais foram impactados além da energia?
Serviços essenciais como o funcionamento de semáforos, o abastecimento de água em diversos bairros e a mobilidade urbana (transporte público e aeroportos) foram severamente impactados.

Mantenha-se informado sobre a situação da energia elétrica em sua região e siga as recomendações das autoridades para garantir sua segurança e a de sua família durante este período de restabelecimento. Em caso de emergência ou para relatar interrupções, entre em contato com os canais oficiais da concessionária e órgãos de defesa civil.

Fonte: https://g1.globo.com

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